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Política

Louça diz que comissária europeia “quis fazer uma maldade ao Governo português”

Antonio Pedro Ferreira

Margrethe Vestager criou um “problema político” para António Costa ao revelar que Portugal nunca apresentou planos para a nacionalização a título permanente do Novo Banco, considera Francisco Louçã

A revelação efetuada no artigo de opinião da comissária europeia da Concorrência, Margrethe Vestager, publicado no jornal “Público” - de que Portugal nunca “apresentou planos para nacionalizar a título permanente, o Novo Branco” - foi uma “bofetada de luva branca ao Governo” português, considerou Francisco Louçã no seu comentário de quinta-feira a noite na SIC Notícias.

“Acho que é uma maldade que a comissária quis fazer ao Governo”, afirmou, considerando que a revelação criou um “problema político novo” com os “partidos que propunham a nacionalização”.

O Governo de António Costa “disse uma coisa em Portugal, que ia estudar várias hipóteses, quando tudo leva a querer que encerrou este dossiê sem se preocupar em estudar a sua aplicação (da nacionalização) … preferiu não fazer uma batalha que acho que devia ter feito”, disse Louçã.

“Houve um jogo político e esse jogo político nunca incluiu a hipótese de uma nacionalização”, acrescentou.