Siga-nos

Perfil

Expresso

Política

Governo fixa em 1% défice para 2018

marcos borga

Objetivo inscrito no Programa de Estabilidade que será enviado para Bruxelas é aprovado esta quinta-feira em conselho de ministros

Helena Pereira

Helena Pereira

texto

Editora de Política

Adriano Nobre

Adriano Nobre

texto

Jornalista

O Governo prevê alcançar, com a ajuda do PCP e do BE, um défice de 1% em 2018. Este é o valor que consta do Programa de Estabilidade que será aprovado esta quinta-feira em conselho de ministros, confirmou o Expresso.

No mesmo documento, o objetivo para a redução do desemprego é fixado em 9,3%. Ao que o Expresso apurou, a combinação da queda do desemprego com a revisão em alta do crescimento da economia em 2017 e 2018 são dois dos grandes factores que motivam a estimativa de défice de apenas 1% no próximo exercício.

marcos borga

No programa de estabilidade que será aprovado em conselho de ministros - e cujos alicerces servirão de base para a discussão do Orçamento do Estado para 2018 -, as metas relativas a 2017 sofrem também ligeiras atualizações em relação ao que tinha sido anunciado há um ano. Nesta nova versão, o défice deverá agora situar-se nos 1,5%, o crescimento do PIB nos 1,8% e a taxa de desemprego baixa ligeiramente para 9,9%.

No que se refere à atualização do défice para 2017, a revisão em baixa é parcialmente justificada pela revisão, também em baixa, do valor do défice de 2016, que o INE situou oficialmente esta quarta-feira nos 2% - quando antes tinha sido estimado em 2,06%.

marcos borga

Depois de aprovado em conselho de ministros, o Programa de Estabilidade será enviado para a Assembleia da República, onde será discutido - sem ser votado - no próximo dia 19 de abril. Posteriormente, o documento será enviado para análise em Bruxelas.

Confrontadas com o eventual excesso de optimismo do Governo nas projeções constantes no Programa de Estabilidade para os próximos anos, as fontes do executivo ouvidas pelo Expresso defendem que a execução orçamental de 2016 e o desempenho em alta da economia portuguesa nos últimos trimestres são um cartão de visita que permite ao Governo alimentar a convicção de que não serão exigidas pelos parceiros europeus quaisquer planos B ou medidas de austeridade para o próximo ano.

  • Défice de 2016 em novo mínimo histórico

    A revisão extraordinária da informação sobre as contas da administração local determinaram uma melhoria do saldo das administrações públicas, levando o Instituto Nacional de Estatística a rever o défice para 2,0% do Produto Interno Bruto