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Costa elogia parceiros de esquerda e afirma que portugueses querem que a solução continue

Marcos Borga

O primeiro-ministro diz que ao longo dos 500 dias de Governo o Bloco de Esquerda, PCP e a direção de ‘Os Verdes’ revelaram um “espírito construtivo e de empenho no sentido de se encontrarem respostas concretas para os problemas herdados e para se evitarem novos problemas”

O primeiro-ministro elogiou esta quarta-feira o “espírito construtivo” manifestado pelo Bloco, PCP e PEV nos primeiros 500 dias de Governo, defendendo que os portugueses querem que essa cooperação política continue, e considerou que a “direita” está atualmente bloqueada.

Estas palavras foram proferidas por António Costa no final do debate quinzenal, na Assembleia da República, após uma intervenção do ex-ministro e deputado socialista João Soares em defesa dos resultados alcançados em Portugal e na Europa pelo atual Governo.

João Soares referiu-se ao ceticismo que rodeou a constituição deste Governo minoritário socialista no final de 2015, frisando que, pela sua parte, desde o primeiro momento acreditou na solução.

“Na realidade, [João Soares] foi um crente antes dos crentes”, respondeu logo a seguir António Costa, depois de agradecer as palavras do seu ex-ministro da Cultura e antigo presidente da Câmara de Lisboa.

No último minuto da sua intervenção, o primeiro-ministro referiu-se ao reforço da confiança dos portugueses em relação às instituições democráticas, citando dados divulgados recentemente pelo Eurobarómetro.

“Estivemos anos de mais sem falar entre nós, sem fazer o esforço de resolvermos problemas em conjunto - e até continuamos hoje a ter profundas diferenças identitárias, algumas das quais inultrapassáveis. Mas a verdade é que tem existido sempre - e quero aqui reconhecê-lo perante as lideranças do Bloco de Esquerda, PCP e a direção de ‘Os Verdes’ -, ao longo destes 500 dias, um espírito construtivo e de empenho no sentido de se encontrarem respostas concretas para os problemas herdados e para se evitarem novos problemas”, declarou.

Depois, o primeiro-ministro deixou uma mensagem, tendo como horizonte o final desta legislatura: “É esse o esforço e o trabalho conjunto que temos de continuar a fazer, honrando as posições conjuntas que assumimos, porque é esse o resultado que os portugueses nos pedem: Sucesso neste compromisso”.