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CGD: Paulo Macedo estima saídas de 500 a 600 trabalhadores por ano

Marcos Borga

Um dos acordos feitos com a Comissão Europeia para a aprovação do plano de recapitalização do banco passa pela redução de custos, com encerramento de balcões e redução de postos de trabalho

O presidente executivo da Caixa Geral de Depósitos disse esta quarta-feira que, por ano, deverão sair entre 500 e 600 trabalhadores do banco e que, este ano, deverão ser 400 em reformas antecipadas e pré-reformas e os restantes em rescisões.

"Serão cerca de 200 reformas antecipadas e 200 acordos por pré-reforma e o numero adicional de rescisões por mútuo acordo", disse Paulo Macedo no parlamento, onde esteve a ser ouvido na Comissão de Orçamento e Finanças.

Um dos acordos feitos com a Comissão Europeia para a aprovação do plano de recapitalização do banco superior a 5.000 milhões de euros passa pela redução de custos, com encerramento de balcões e redução de 2.200 postos de trabalho até 2020, pelo que Macedo estimou esta quarta-feira que implique "entre 500 a 600 trabalhadores por ano".

O responsável pelo maior banco do país afirmou, ainda, que a redução da estrutura de custos da Caixa Geral de Depósitos (CGD) é importante, uma vez que os clientes do banco não estarão dispostos a pagar por uma estrutura tão pesada como a atual.

Paulo Macedo falou, ainda, de outros pontos acordados com Bruxelas, como a alienação de operações internacionais, nomeadamente com rentabilidades históricas reduzidas, tendo dito que a prioridade vai para vender o que tem no Brasil, em Espanha e na África do Sul.

Afirmou ainda que um dos principais objetivos do plano é alterar a política de risco, sendo o objetivo passar de "imparidades de 800 ou 900 milhões de euros para 300 milhões de euros" por ano. Estas provisões são feitas para acomodar eventuais perdas, nomeadamente com créditos.

Paulo Macedo disse, também, que a equipa que lidera vai aumentar o crédito que concede, pois só assim poderá ser rentável, e falou nomeadamente de aumentar empréstimos a empresas.