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Política

CGD: Banco quer ter um serviço móvel de balcões para servir populações rurais

Marcos Borga

Paulo Macedo referiu ainda que está a ser ponderada a forma como o serviço será prestado, uma vez que se a carrinha tiver uma caixa multibanco terá, provavelmente, que ser acompanhada por seguranças

A Caixa Geral de Depósitos (CGD) pediu autorização ao Banco de Portugal para ter um serviço móvel de balcões, com carrinhas que vão a zonas rurais e com populações envelhecidas prestar serviços bancários.

A informação foi esta quarta-feira dada pelo presidente do banco público, Paulo Macedo, na comissão parlamentar de orçamento e finanças, em que mostrou mesmo uma foto daquilo que poderá ser a carrinha com que a CGD irá prestar serviços em zonas mais rurais, nomeadamente naquelas em que o fecho previsto de agências do banco deixe sem acesso a serviços populações mais idosas e sem facilidade em usar serviços bancários pela Internet ou mesmo por telefone.

O gestor disse, contudo, que o banco ainda está a ponderar como poderá prestar este serviço móvel, uma vez que se essa carrinha tiver uma caixa multibanco terá provavelmente de ter acompanhamento por uma empresa de segurança devido ao transporte de dinheiro.

Contudo, afirmou, este tipo de serviço já existe no Reino Unido e com "sucesso".

As declarações de Paulo Macedo foram feitas depois de o deputado do PCP Paulo Sá o ter interpelado diretamente sobre o caso de Almeida, onde esta quarta-feira se juntaram 400 pessoas para contestar o fecho da agência da CGD na sede do concelho, que pertence ao distrito da Guarda.

A CGD tem previsto encerrar 61 agências, sendo 18 na área da Grande Lisboa, 15 a norte, 15 a sul e nas regiões autónomas e 13 na zona centro, segundo a lista revista divulgada em março após os protestos do poder político local.

A lista mostra que a Norte serão encerradas as agências de Gualtar (Braga), São Lázaro (Porto), Campo-Valongo, Ponte da Pedra (Maia), Pinhais da Foz (Porto), Termas S. Vicente (Penafiel), Santa Quitéria (Felgueiras), Fontainhas (Póvoa de Varzim), Senhora da Agonia (Viana do Castelo), Merelim (Braga), Lordelo (Paredes), Pedras Rubras (Maia), Oliveira do Douro (Vila Nova de Gaia), Pádua Correia (Vila Nova de Gaia) e Portas Fronhas (Vila do Conde).

No centro, a previsão é de fecharem as agências da CGD em São Bernardo (Aveiro), Cucujães (Oliveira de Azeméis), Atouguia da Baleia (Peniche), Silvares (Fundão), Febres (Cantanhede), Caranguejeira (Leiria), Pousos (Leiria), Aida (Aveiro), Souselas (Coimbra), Branca (Albergaria-a-Velha), Almeida, Universidade de Coimbra-Pólo II e Instituto Politécnico de Viseu.

Os 18 locais da Grande Lisboa na lista para fechar são: Quinta das Conchas (Lisboa), Instituto Superior de Economia e Gestão de Lisboa, Cascais Avenida, Colares (Cascais), Instituto Superior de Engenharia de Lisboa, Universidade Nova de Lisboa, Palácio da Justiça (Lisboa), Fontes Pereira de Melo (Lisboa), Torres Vedras Sul, Sobreiro Curvo (Torres Vedras), Abrigada (Alenquer), Merceana (Alenquer), Brandoa (Amadora), Polo da Ajuda (Lisboa), Tagus Park (Oeiras), Caneças (Odivelas), Colinas do Cruzeiro (Odivelas) e 5 de Outubro (Lisboa - já encerrado).

No sul do país, nos Açores e na Madeira, as agências são: Angra - Avenidas (Angra do Heroísmo, Açores), Fajã de Cima (Ponta Delgada, Açores), Sobreda da Caparica (Almada), Cacilhas (Almada), Fórum Almada, Quinta do Amparo (Portimão), Ameijeira (Lagos), Lavradio (Barreiro), Fórum Madeira (Funchal, Madeira), Alexandre Herculano/Portalegre, Pedro de Santarém, Canha (Montijo), Monte Gordo (Vila Real de Santo António), Gambelas (Faro) e Santa Margarida (Constância).

O fecho de agências foi negociado com Bruxelas e é uma das contrapartidas acordadas para que a recapitalização da CGD que está a decorrer, num montante superior a 5.000 milhões de euros, não seja considerada ajuda de Estado.

Paulo Macedo disse esta quarta-feira que, mesmo após os fechos, é importante realçar que a CGD continuará a ser o banco a operar em Portugal com maior rede de agências.