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Política

Adiada audição de Centeno sobre transferência de €10 mil milhões para offshores

Luís Barra

A audição do ministro das Finanças no Parlamento, que estava prevista para esta quarta-feira à tarde, ainda não tem nova data

A audição no Parlamento do ministro das Finanças, Mário Centeno, sobre a transferência de cerca de 10 mil milhões de euros para offshore, sem tratamento da Autoridade Tributária, prevista para esta quarta-feira, foi adiada, ainda sem nova data.

Depois da audição de Mário Centeno sobre o Novo Banco, esta manhã, os deputados chegaram a acordo quanto ao adiamento da audição do ministro sobre as 'offshore'.

O deputado social-democrata António Leitão Amaro aproveitou, no entanto, para lembrar que o secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, Rocha Andrade, se tinha comprometido a remeter o relatório de auditoria da Inspeção-Geral de Finanças (IGF) sobre as 'offshore' ao parlamento até ao final de março, prazo esse que já terminou, sem que o relatório tenha chegado à Assembleia da República.

Questionado por Leitão Amaro sobre o relatório da auditoria, Mário Centeno disse que "até este momento a IGF não apresentou conclusões".

"O que sabemos é que houve uma decisão no âmbito da auditoria, que inclui neste momento peritagens informáticas e o que aguardamos, tal como a IGF também aguarda segundo nos informou, é a informação e os relatórios dos peritos da auditoria", disse Centeno.

No dia 9 de março, a IGF anunciou o alargamento do âmbito da auditoria às transferências para offshore sem tratamento da Autoridade Tributária, contando com a colaboração do Instituto Superior Técnico para analisar as aplicações informáticas do Fisco.

A entidade liderada por Vítor Braz afirmou que essa peritagem "prolonga o prazo inicialmente previsto para a conclusão da auditoria, mas revela-se necessária para o cabal esclarecimento dos factos públicos ocorridos".

Em causa estão os quase 10.000 milhões de euros que foram transferidos para 'offshore' sem o tratamento pela Autoridade Tributária e Aduaneira entre 2011 e 2014, embora os bancos tenham enviado essa informação ao Fisco, conforme está previsto na lei.