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Política

PCP anuncia resolução sobre saída do euro, renegociação da dívida e controlo da banca

PCP apresenta na segunda quinzena de maio um projeto de resolução tripartido para a libertação da submissão ao euro, a renegociação da dívida e o controlo público da banca e agendará uma interpelação ao Governo centrada nas condições para o desenvolvimento da produção nacional

O líder parlamentar do PCP anunciou hoje que a bancada comunista vai apresentar na Assembleia da República um projeto de resolução pela "libertação da submissão ao euro", "renegociação da dívida" e "controlo público da banca".

"O grupo parlamentar anuncia que, na segunda quinzena de maio, apresentará um projeto de resolução tripartido para a libertação da submissão ao euro, a renegociação da dívida e o controlo público da banca e agendará uma interpelação ao Governo centrada nas condições para o desenvolvimento da produção nacional", disse João Oliveira.

O deputado comunista discursava na sessão de encerramento das jornadas parlamentares do PCP, que decorreram desde segunda-feira na região de Coimbra, reiterando que aqueles são "três instrumentos fundamentais para a recuperação e progresso do país".

"A dívida pública é insustentável, deve ser renegociada nos prazos, juros e montantes, como o PCP vem propondo desde abril 2011. Portugal perdeu muito por não ter iniciado o processo de renegociação da dívida nessa altura. Perderá muito mais se insistir em não avançar com o processo", defendeu João Oliveira.

Ainda sobre o processo de alienação do Novo Banco e questionado sobre recentes declarações em que a comissária europeia da Concorrência, a dinamarquesa Margrethe Vestager, afirmou que o Governo não apresentou a Bruxelas planos de nacionalização daquela entidade financeira, o líder parlamentar considerou tal facto "grave".

"A confirmarem-se aquelas informações, é grave porque a integração no setor público bancário era a solução que melhor defendia os interesses do país, do povo português e da economia nacional. Se o Governo não apresentou sequer essa possibilidade, é grave. Se não a equacionou é igualmente grave", disse.