Siga-nos

Perfil

Expresso

Política

Jerónimo de Sousa vai confrontar Costa sobre reformas após 40 anos de descontos

José Carlos Carvalho

“O Governo avançou com uma proposta que, apesar de algumas alterações face à situação atual, não corresponde aos anseios dos trabalhadores e defrauda as expectativas criadas”, lamentou o líder comunista, que promete abordar o tema no próximo debate quinzenal no parlamento

O secretário-geral comunista prometeu esta segunda-feira voltar a confrontar o primeiro-ministro sobre as reformas de pessoas com 40 anos ou mais de descontos, na abertura das jornadas parlamentares, que decorrem até terça-feira, em Coimbra.

"No debate quinzenal que se realiza na próxima quarta-feira (no parlamento) voltaremos a questionar o primeiro-ministro para garantir que nesta matéria a resposta vá o mais longe possível, trazendo justiça para o maior número de trabalhadores", garantiu Jerónimo de Sousa.

O líder do PCP recordou que o seu partido "propôs que um trabalhador com 40 anos de descontos tenha direito à reforma por inteiro sem penalizações, proposta que foi rejeitada por PS, PSD e CDS".

O chefe do executivo socialista, António Costa, anunciara num dos debates quinzenais anteriores que o ministro da tutela, Vieira da Silva, estava a trabalhar no assunto.

O ministro do Trabalho, da Solidariedade e da Segurança Social, Vieira da Silva, assegurou na passada semana que a proteção das carreiras contributivas longas e muito longas, para antecipação da reforma, vai abranger muitos milhares de pessoas.

Segundo a última proposta governamental, os trabalhadores com carreiras contributivas entre os 41 e os 47 anos vão ter uma idade de reforma própria, com uma redução entre os 4 meses e os 3 anos em relação à idade de reforma atual (antes dos 66 anos e três meses).

"Fruto da nossa insistência e da luta dos trabalhadores, o Governo avançou com uma proposta que, apesar de algumas alterações face à situação atual, não corresponde aos anseios dos trabalhadores e defrauda as expectativas criadas", lamentou o secretário-geral do PCP.

Jerónimo de Sousa reiterou que o PCP não se revê nas medidas anunciadas pelo executivo socialista e insistiu que "é necessária, ainda este ano, uma resposta urgente que corresponda às justas expectativas dos trabalhadores".