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Política

“O que é fundamental para os portugueses é acessório para os partidos desta maioria”

Tiago Petinga

Para o líder do PSD, Pedro Passos Coelho, um bom exemplo disso é a venda do Novo Banco e os custos que vai representar para os portugueses devido ao perdão da dívida ao Fundo de Resolução concedido pelo Governo ao sistema bancário

O presidente do PSD afirmou este domingo que o Governo vive no essencial do “compromisso mínimo” com o BE e o PCP que consideram “pouco relevante aquilo que é fundamental”, como a banca ou a venda do Novo Banco.

“O que é fundamental para a generalidade dos portugueses é acessório para os partidos que fazem parte desta maioria e é por isso que o futuro do país continua adiado”, disse Pedro Passos Coelho, durante um encontro nacional de estudantes social-democratas, que decorreu em Vila Real.

No seu discurso para os estudantes, o líder do PSD falou sobre a venda do Novo Banco e os custos que vai representar para os portugueses devido ao perdão da dívida ao Fundo de Resolução concedido pelo Governo ao sistema bancário.

E, sobre esta solução, o líder do PSD referiu que o BE e o PCP “não dizem nada”, apenas "dizem que não estão de acordo mas isso é porque sabem que não têm de a votar, porque se soubessem que tinham de a votar votavam-na no Parlamento, assim fazem um projeto de resolução que é conversa para fazer de conta que não é nada com eles”.

Mas, na opinião de Passos Coelho, “é com eles, porque o Governo que tomou estas decisões é um Governo que só existe com o apoio deles”.

“Mais do que isso, parece muito óbvio que este Governo vive no essencial deste compromisso mínimo entre esses partidos, que acabam por considerar que é pouco relevante aquilo que é fundamental numa sociedade”, afirmou.

O presidente do PSD deu como exemplo das divergências entre o Bloco de Esquerda, PCP e Governo a questão do Euro e da Europa.

“Reparem bem no que se diz, a nossa inserção na Europa e no Euro não é uma matéria da maior importância porque, se fosse, estava nas posições comuns e eles não estariam em forte divergência, estariam sintonizados”, frisou.

E, acrescentou, o mesmo “se aplica à banca”.

“Então o sistema financeiro não é crítico na economia nacional e não é importante o suficiente para que eles tenham uma posição comum e de acordo sobre isto”, questionou.

E continuou: “se não têm e isso não põe em causa o Governo eu deduzo que, para o BE e o PCP, a situação na banca ou a venda do Novo Banco é um mal menor, é uma coisa que não afeta rigorosamente as suas convicções sobre a sociedade portuguesa, sobre a economia portuguesa e sobre o futuro em Portugal, é a única coisa que podemos concluir”.