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Líder do PSD defende “estratégia nacional que não crie ideia de ilusão”

Tiago Petinga/ Lusa

Passo Coelho considera que o atual Governo não fez nenhuma “nenhuma reforma estrutural” e deu como exemplo as reposição dos rendimentos. “O nosso problema não é repor rendimentos, é repô-los ao ritmo que não ponha em causa o equilíbrio de que precisamos para não voltar atrás”, disse

O presidente do PSD, Pedro Passos Coelho, defendeu este domingo que o país precisa de uma “estratégia verdadeiramente nacional”, que “não oculte os problemas”, e acusou o Governo de esconder a “falta de cimento” para preparar o futuro.

“Precisamos de uma estratégia verdadeiramente nacional que não oculte os problemas, que não crie a ideia de ilusão, de artificialismo sobre a situação em que vivemos e que possa realmente responder aos nossos problemas”, afirmou Passos Coelho, durante um encontro nacional de estudantes social-democratas em Vila Real.

“Este Governo e esta maioria têm um único cimento, que foi repor rendimentos. O nosso problema não é repor rendimentos, é repô-los ao ritmo que não ponha em causa o equilíbrio de que precisamos para não voltar atrás”, sustentou.

O líder do PSD acrescentou que “o único cimento que esta maioria teve foi para reverter reformas estruturais importantes que se tinham feito” e acusou o atual Governo, do socialista António Costa, de não ter feito “nenhuma reforma estrutural”.

Passos Coelho exemplificou com as reformas na área da educação, a que “a atual maioria entendeu pôr fim, ainda antes de fazer a avaliação e por puro preconceito”.

O líder social-democrata disse que os “Governos governam para o país, não governam para os seus eleitores nem para os militantes dos seus partidos” e "os países não podem ficar capturados por um determinado Governo ou maioria”.

No entanto, considerou que hoje há “um Governo que não acrescenta, vive do que recebeu e redistribui ainda mais e mais depressa o que tem, mas não está a construir nada para futuro e não aceita críticas”.

“Faz retaliação e a retaliação é um retrocesso democrático insuportável na época e que vivemos”, afirmou.

Passos Coelho deu como exemplo o Conselho de Finanças Públicas, “que propôs a primeira leva de substuição de membros e que o Governo, como não gostou daquilo que foi a apreciação das contas públivas feita pelo conselho, rejeitou e nem sequer justificou”.

“É preciso combater esta ilusão que se está a tentar criar de que os problemas estão resolvidos e que o que aconteceu em 2011 foi o resultado de uma conjuntura externa muito adversa e que não tem nada a ver com problemas estruturais que o país tenha”, frisou.

Passos Coelho considerou que se tenta viver “na ficção” de que “não há nenhum problema estrutural na segurança social, nas finanças públicas ou de produtividade no país” e que o que é preciso é “aumentar as pensões e os salários”.

“Como é que ninguém se lembrou disto há uns anos, quando o país teve de pedir ajuda externa, porque não gastaram mais na altura, por que é que em vez de cortar os salários na função pública não os aumentaram”, ironizou.

E, afirmou, "escondem a falta de cimento que têm para preparar alguma coisa que preste para futuro”.

“Portugal permanece adiado, vínhamos seguindo uma recuperação económica que não se inverteu, felizmente, mas que desacelerou quando todos os outros aceleraram”, sublinhou.