Siga-nos

Perfil

Expresso

Política

"Copos e mulheres": Schäuble defende que Dijsselbloem não insultou ninguém

Wolfgang Schäuble Jeroen Dijsselbloem Pierre Gramegna

OLIVIER HOSLET / EPA

Ministro das Finanças alemão defende o presidente do Eurogrupo. "Não considerei as suas declarações um insulto contra ninguém. É preciso pôr um ponto final nisto", disse este sábado em conferência de imprensa no final do Ecofin

O ministro das Finanças alemão, Wolfgang Schäuble, defendeu hoje que não viu nenhum insulto nas polémicas declarações do presidente do Eurogrupo, Jeroen Dijsselbloem, quando este, durante uma entrevista e referindo-se às contas públicas dos países do Sul da Europa, exemplificou que "não se pode gastar todo o dinheiro em copos e mulheres e depois pedir ajuda".

"Como todos os leitores alemães do jornal, não fiquei ofendido pela entrevista. Mas sabemos que em outros países europeus, especialmente em Espanha, esta entrevista foi lida de forma diferente", reagiu hoje Wolfgang Schäuble, defendendo que as explicações que já foram entretanto dadas por Dijsselbloem sobre o assunto foram suficientes.

Na conferência de imprensa realizada no final do Ecofin em La Valetta, capital de Malta, o Ministro das Finanças alemão diz que chegou a falar com o seu homólogo espanhol para perceber as reações, mas recordou também que Dijsselbloem já admitiu várias vezes que houve diferentes interpretações das suas palavras. Por isso Schäuble argumenta que "já houve explicações suficientes" e que "já chega" da discussão.

À entrada do Eurogrupo de sexta-feira, Jeroen Dijsselbloem afirmou que não se demite e mostrou-se disponível para cumprir o mandato até ao fim, ou seja, até janeiro. Hoje, Schäuble, que apoiou o ministro das Finanças holandês à liderança do Eurogrupo em 2015, considerou também que Dijsselbloem tem desempenhado bem o cargo.

Na sexta-feira, em Malta, o secretário de Estado das Finanças português exigiu um pedido de desculpas público ao presidente do Eurogrupo e manteve o pedido de demissão de Dijsselbloem feito pelo governo português.