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PSD recupera mas distância para PS aumenta

Agrava-se o fosso entre os dois maiores partidos: já estão separados por dez pontos. Líderes sobem todos

Cristina Figueiredo

Cristina Figueiredo

Jornalista da secção Política

Há uma boa e uma má notícia para o PSD no barómetro de abril da Eurosondagem para Expresso e SIC. A boa é que, pela primeira vez desde julho de 2016, o partido de Pedro Passos Coelho recuperou intenções de voto (0,5 pontos percentuais). A má é que, apesar disso, não conseguiu diminuir a diferença em relação ao PS.

Pelo contrário, os socialistas conquistaram mais um ponto percentual e cimentaram a sua vantagem sobre os sociais-democratas. Já há dois dígitos (10% exatos) a separar os dois principais partidos. PSD e PS são, ainda assim, os únicos a merecer créditos por parte dos inquiridos. Todos os demais perdem pontos em relação ao mês passado, com o CDS a liderar as perdas (menos 0,8 ponto percentuais).


Já a apreciação dos eleitores sobre o desempenho de líderes e órgãos de soberania é unânime: todos (a começar no Presidente da República – que prossegue, imparável, a sua ascenção aos píncaros da popularidade) têm mais apreciações positivas do que há um mês. Um dado curioso: apesar de muito criticado por ter prolongado o prazo para a conclusão da acusação a José Sócrates, o Ministério Público é o que mais sobe em relação a março.

FICHA TÉCNICA Estudo de opinião efetuado pela Eurosondagem S.A. para o Expresso e SIC, de 30 de março A 5 de abril de 2017. Entrevistas telefónicas, realizadas por entrevistadores selecionados e supervisionados. O universo é a população com 18 anos ou mais, residente em Portugal Continental e habitando lares com telefone da rede fixa. A amostra foi estratificada por região: Norte (19,9%) — A.M. do Porto (13,3%); Centro (30,1%) — A.M. de Lisboa (26,8%) e Sul (9,8%), num total de 1003 entrevistas validadas. Foram efetuadas 1169 tentativas de entrevistas e, destas, 166 (14,2%) não aceitaram colaborar neste estudo. A escolha do lar foi aleatória nas listas telefónicas e o entrevistado, em cada agregado familiar, o elemento que fez anos há menos tempo, e desta forma resultou, em termos de sexo: feminino — 52,1%; masculino — 47,9% e no que concerne à faixa etária dos 18 aos 30 anos — 16,8%; dos 31 aos 59 — 51,1%; com 60 anos ou mais — 32,1%. O erro máximo da amostra é de 3,09%, para um grau de probabilidade de 95%. Um exemplar deste estudo de opinião está depositado na Entidade Reguladora para a Comunicação Social.