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Dias Loureiro: “Eu não leio redes sociais, mas imagino o que por lá vai...”

Dias Loureiro

ilustração Helder Oliveira

Dias Loureiro critica sistema de justiça e o despacho de arquivamento do seu processo: "O efeito que se pretende é que a opinião pública continue a condenar"

"Eu não leio redes sociais, não as frequento, mas imagino o que por lá vai", afirma Manuel Dias Loureiro, em entrevista publicada hoje no Diário de Notícias. Em causa o conteúdo do despacho de arquivamento do seu processo, com afirmações que o antigo gestor do grupo SLN (que era dono do BPN) considera que visam prolongar a suspeita sobre si. "É o efeito que se pretende".

O antigo ministro viu o processo relacionado com o BPN ser arquivado esta semana. Dias Loureiro havia sido constituído arguido em 2009 e, segundo relata ao DN, foi ouvido nessa altura e nunca mais foi chamado a prestar declarações. O responsável diz, aliás, que, ao contrário do que chegou a ser noticiado, nunca viveu em Cabo Verde, país que visitou uma só vez. "Nunca saí daqui", afirma. "Sempre estive disponível para ser ouvido."

Dizendo-se revoltado, Dias Loureiro afirma ainda nesta entrevista ao DN que "lançaram uma suspeição sobre mim. No meio disto inventaram-se não sei quantas calúnias, não sei quantas mentiras - não são inverdades, são mentiras descaradas -, feitas naturalmente em conluio entre jornais e alguém que sabia coisas do processo."

O despacho de arquivamento do processo diz que os negócios em causa causariam sempre prejuízo, pelo que o objetivo seria "tão só o enriquecimento ilegítimo de terceiros à custa de prejuízos do BPN". Mas não foram encontradas provas. É por isso que Dias Loureiro critica o teor do despacho e fala de "aberração absoluta" e "é uma coisa inconcebível". Dias Loureiro fala critica o sistema de justiça e a violação do segredo de justiça, que condena os suspeitos em praça pública, "num conluio descarado e evidente entre jornais e algumas pessoas".