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Passos Coelho ‘repreende’ Marcelo

Líder do PSD gostava de ter visto o Presidente a defender Teodora Cardoso e o Conselho Superior de Finanças Públicas. Em entrevista à SIC, Passos reiterou ainda que não vai retirar ilações das autárquicas para abandonar o partido

Cristina Figueiredo

Cristina Figueiredo

Jornalista da secção Política

Pedro Passos Coelho gostaria de ter visto Marcelo Rebelo de Sousa a defender Teodora Cardoso e o Conselho Superior de Finanças Públicas - quando, há umas semanas, foram criticados pelo Governo e pelos partidos da maioria. "Defender e fortalecer as instituições independentes ao nível do Estado" é um papel que ficaria bem ao Presidente da República, disse o líder do PSD em entrevista ao Jornal da Noite, na SIC.

Passos Coelho assegurou ainda que não se demitirá se o partido tiver um mau resultado nas autárquicas. Garantindo que nunca lançaria instabilidade dentro do partido “a propósito de eleições que têm significado local e não nacional”, reiterou: “Eu nunca me demitiria de líder do PSD por um mau resultado autárquico”. Voltou entretanto a apontar como meta o PSD conquistar o maior número de câmaras e juntas de freguesia.

Numa entrevista dominada pela política económica, Passos Coelho foi várias vezes questionado se, perante indicadores positivos da economia portuguesa, reconhecia que se enganou nas suas previsões.

“Mas não me enganei, o Governo é que mudou de estratégia. Se o Governo tivesse chegado ao final do ano com os resultados que tinha prometido com a estratégia a que se propunha, ‘chapeau’”, disse, acrescentando, ainda assim, que prefere que essa alteração tenha acontecido e permitido cumprir as metas orçamentais.