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PSP recolhe parquímetros guardados na junta de Carnide

Mário Cruz/ lusa

Numa jogada de antecipação aos planos da freguesia de Carnide, que pretendia ir entregar os equipamentos na sede da Câmara de Lisboa, a PSP foi às instalações da junta recolher a dúzia de parquímetros arrancados do chão na noite de quarta-feira

Elementos da PSP foram a instalações da Junta de Freguesia de Carnide recolher a dúzia de parquímetros que na noite de quarta-feira foram removidos do centro histórico do bairro.

A informação foi adiantada ao Expresso por fonte da Câmara de Lisboa, tendo a PSP agido na sequência de uma ordem judicial. Na base da atuação da polícia está uma queixa da EMEL (a empresa municipal responsável pelo estacionamento em Lisboa), apresentada contra “incertos”.

O Expresso tentou contactar o Presidente da Junta, Fábio Sousa, sobre a ação policial, mas sem êxito.

A operação da PSP estava a desenvolver-se cerca da cinco horas da tarde, furando assim os planos da junta de freguesia e de moradores de Carnide. Com efeito, para as 18h00, Fábio Sousa anunciara a entrega dos parquímetros nos Paços do Concelho.

Os parquímetros foram arrancados do chão ao final da noite de quarta-feira, numa ação realizada após uma reunião em que terão participado cerca de duas centenas de moradores, segundo números divulgados pelos organizadores.

A Junta de Freguesia de Carnide e residentes no bairro opõem-se à colocação de parquímetros no centro histórico sem que haja contrapartidas já prometidas pela Câmara. Trata-se de um parque de estacionamento para duas centenas de viaturas e da execução de obras na via pública ao abrigo do Orçamento Participativo. Um dos projetos data já de 2014, mas ainda não saiu do papel.

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Num comunicado sobre a retirada dos parquímetros (colocados há cerca de um mês, só foram ligados na passada sexta-feira), a Câmara de Lisboa falou de "um ato grave e inédito, de deliberada danificação do património municipal, e um ato inaceitável num Estado de direito".

A autarquia informou ter dado indicações á EMEL para "iniciar o processo de reinstalação imediata dos parquímetros" e de participação do sucedido às autoridades policiais e ao MInistério Público.

Foi na sequência da queixa da EMEL que a PSP, no cumprimento de uma decisão judicial, interveio esta tarde, resgatando os parquímetros das instalações da junta.

Em conversa telefónica com o Expresso mantida horas antes (quando se preparava para entregar os equipamentos nos Paços do Concelho), Fábio Sousa declarou-se tranquilo quanto a possíveis "implicações legais" pelo facto de ter à sua guarda aqueles equipamentos.

Dizendo que "a Câmara fez o que tinha a fazer" (ao diligenciar a intervenção do Ministério Público), Sousa salientou que também se limitou a "exercer a sua competência".

Explicando que parquímetros são "mobiliário urbano", aquele autarca afirma que "é a junta de freguesia que faz a conservação do mobiliário urbano", em casos como este. "Tive conhecimento das coisas quando fui informado que havia parquímetros na via pública, ao abandono", diz Fábio Sousa, acrescentando que por isso os equipamentos ficaram à guarda da junta.