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Política

Novo Banco: PCP e Verdes reiteram que entidade devia ser mantida na esfera pública

Miguel Tiago, deputado comunista, lamentou que a discussão que se esteja a “discutir aquela que foi apresentada como a solução de PSD e CDS para o Novo Banco depois de uma resolução mal feita ao BES e que o Governo PS decide agora concretizar"

O Partido Comunista Português (PCP) e o Partido Ecologista "Os Verdes" (PEV) reiteraram esta quarta-feira que o Novo Banco, alienado aos norte-americanos da Lone Star, devia ser mantido na esfera pública e servir de impulso para dinamizar da economia portuguesa.

"Estamos hoje a discutir aquela que foi apresentada como a solução de PSD e CDS para o Novo Banco depois de uma resolução mal feita ao BES e que o Governo PS decide agora concretizar", lamentou o deputado comunista Miguel Tiago, falando no parlamento.

O deputado do PCP falava num debate de atualidade pedido pelo BE sobre a venda do Novo Banco.

Para Miguel Tiago, é verdade que o "ponto de partida" para o negócio era "péssimo", mas "não é verdade que não há outras soluções".

"A integração no sistema público bancário é a única solução que garante a viabilidade do banco e do interesse estratégico do Novo Banco", salvaguardando os interesses nacionais, afirmou.

O ecologista José Luís Ferreira, por seu turno, vincou que "Os Verdes" não acompanham o Governo neste negócio, até porque "os contribuintes já estão fartos de andar a pagar as aventuras e as irresponsabilidades dos banqueiros".

"O Estado só está presente para entrar com dinheiro e assumir o risco, mas fica inibido de participar na gestão do Novo Banco, fica sem quaisquer poderes de gestão", advertiu.

A venda do Novo Banco, insistiu José Luís Ferreira, é um "erro monumental" que "empurra ou sacode os problemas" da entidade para o futuro.

A venda do Novo Banco ao fundo de investimento norte-americano Lone Star foi anunciada na passada sexta-feira pelo governador do Banco de Portugal, Carlos Costa, em conferência de imprensa, tendo sido explicada horas mais tarde pelo primeiro-ministro, António Costa, e pelo ministro das Finanças, Mário Centeno.

O grupo norte-americano vai realizar injeções de capital no montante total de mil milhões de euros, dos quais 750 milhões de euros logo no fecho a operação e 250 milhões de euros até 2020, anunciou o governador do Banco de Portugal, confirmando a venda e assinatura dos documentos contratuais por parte do Fundo de Resolução.