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Marcelo enviou as condolências a Putin

José Coelho / Lusa

“Foi com profunda consternação que soube da explosão que hoje ocorreu no metropolitano de São Petersburgo”, refere o Presidente português

O chefe de Estado português, Marcelo Rebelo de Sousa, enviou na segunda-feira uma mensagem de condolências ao Presidente da Federação Russa, Vladimir Putin, pelo atentado terrorista em São Petersburgo, que matou pelo menos dez pessoas.

“Foi com profunda consternação que soube da explosão que hoje ocorreu no metropolitano de São Petersburgo, que resultou em numerosas vítimas mortais e inúmeros feridos, alguns com gravidade”, refere Marcelo Rebelo de Sousa, numa nota publicada no site da Presidência da República.

Enviando as suas condolências, em nome dos portugueses, a “todo o povo russo”, o chefe de Estado sublinha que os seus pensamentos “estão com as vítimas e com os seus familiares, com todos os russos, em solidariedade fraterna neste momento de dor e de angústia”.

O ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, também já enviou uma mensagem ao seu homólogo russo, Sergei Lavrov, manifestando a solidariedade do Governo português com o povo e com as autoridades russas.

Uma bomba improvisada cheia de estilhaços explodiu esta segunda-feira dentro de um comboio entre duas estações de metro no centro de São Petersburgo, informou o Comité Nacional Antiterrorista russo.

Pelo menos 10 pessoas morreram e 39 foram hospitalizadas na sequência da explosão, de acordo com fontes oficiais.
O Presidente russo, Vladimir Putin, que se encontra em São Petersburgo - a segunda maior cidade russa - já afirmou que todas as causas estão a ser investigadas, incluindo a possibilidade de um atentado terrorista.

O líder da comissão de segurança na câmara alta do Parlamento russo, Viktor Ozerov, foi mais categórico: “Todos os sinais de um atentado terrorista estão lá. O conjunto de medidas contra o terrorismo no país falhou”.

Imagens da estação de Sennaya Ploshchad exibidas na televisão estatal mostram a porta de um comboio rebentada, com passageiros ensanguentados e aturdidos deitados no chão e rodeados de fumo.

Toda a rede de metro foi fechada após o ataque e a segurança foi reforçada na cidade, de cinco milhões de habitantes.
O Comité Nacional Antiterrorista anunciou que a segurança seria também reforçada em todas as instalações de transportes importantes, na sequência da explosão.