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Marcelo acompanhou negociações do Novo Banco e diz que solução é “mal menor”

OLIVIER HOSLET / EPA

Presidente da República, que acompanhou as negociações, considera que a solução encontrada acabou por ser “o mal menor”. Hoje reagiu ao negócio, dizendo que é a menos má das soluções

A solução encontrada para o Novo Banco deixou o Presidente da República satisfeito. Ao que o Expresso apurou, Marcelo Rebelo de Sousa considera que, não se perspetivando melhores alternativas, a solução encontrada acabou por ser “o mal menor”.

Fonte próxima do PR alerta, aliás, que as únicas duas saídas que chegaram a ser apontadas por Bruxelas eram a venda ou a extinção do banco, ou seja, a sua nacionalização (cenário com que dirigentes do PS chegaram a acenar) nunca foi, verdadeiramente, uma hipótese. E apesar de o contrato que o Governo vai assinar com a Lone Star deixar o Estado suspenso da eventual necessidade de ter de injetar dinheiro no Fundo de Resolução se este for chamado a injetar dinheiro no banco, para Marcelo, como para o Governo, prioritário era conseguir vender o banco.

Na quinta-feira, Marcelo disse ser “prematuro” comentar a solução encontrada. Mas admitiu falar mais tarde. A fazê-lo, o Presidente deverá manifestar a sua satisfação por se ter fechado mais um dos vários problemas que estavam pendentes na banca — Marcelo sempre defendeu ser prioritário arrumar os dossiês abertos nesta frente por forma a estabilizar o sistema financeiro português.

O Presidente acompanhou de perto todo o processo que, ao que o Expresso apurou, estava, no essencial (tirando a exigência de Bruxelas de que o Estado português fique com 25%), negociado há três semanas.

O Presidente da República falou na tarde deste sábado sobre o assunto, considerando "importante" a solução de venda do Novo Banco ao grupo norte-americano Lone Star, num quadro em que já só existiam "soluções menos más". E acrescentou, citado pela Lusa: "É importante para os mercados e para o sistema financeiro português, é estabilizador. É importante que seja o Fundo de Resolução e não o Estado, portanto incluindo os outros bancos, ir acompanhando os chamados ativos problemáticos, as eventuais perdas", afirmou Marcelo Rebelo de Sousa, à margem de uma homenagem às atrizes Laura Soveral e Adelaide João, na Casa do Artista, em Lisboa.

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