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Chefe de Estado quer Centeno em Portugal em vez de ir para o Eurogrupo

Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, acompanhado pelo Presidente da Academia Portuguesa de Cinema, Paulo Trancoso na entrega de prémios atribuídos pela Academia Portuguesa de Cinema a Adelaide João e Laura Sovera na Casa do Artista , em Lisboa, 1 de abril.

NUNO FOX/LUSA

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, comentou este sábado a possibilidade do ministro das Finanças ir para a presidência do Eurogrupo, revelando desejar que o ministro das Finanças permaneça no cargo em Portugal

O Presidente da República manifestou este sábado o desejo de ver o ministro das Finanças permanecer no cargo e não opte por ir presidir ao Eurogrupo. Hoje, na edição semanal do Expresso noticiámos que o nome de Centeno tinha sido falado entre os socialistas europeus como uma possibilidade para substituir o holandês Jeroem Dijsselbloem, que está de saída do cargo.

“Acho que seria uma má solução para Portugal, porque o ministro das Finanças faz falta em Portugal, com o devido respeito que há pela presidência do Eurogrupo”, disse Marcelo Rebelo de Sousa, à margem de uma homenagem às atrizes Laura Soveral e Adelaide João, na Casa do Artista, em Lisboa.

O Chefe de Estado português sublinhou ainda haver por resolver “ativos problemáticos no sistema financeiro” e a necessidade de consolidar e afirmar a política financeira e de crescimento.

“Mudar um ministro das Finanças a meio do percurso não me parece uma boa ideia, mas o primeiro-ministro não me falou disso. Penso que isso terá passado pela cabeça de alguém em Bruxelas, eventualmente, mas foi um vento que passou e já foi”, afirmou. Marcelo Rebelo de Sousa insistiu que “esta não é a altura para estar a mudar de ministro das Finanças, mas isso é um problema do primeiro-ministro”, acrescentando que António Costa não lhe comunicou nada, algo que desejou que continuasse assim.

O Expresso noticia hoje que Mário Centeno “já foi sondado” para substituir o presidente do Eurogrupo, “mas António Costa não quer ver o seu ministro das Finanças dividido entre Lisboa e Bruxelas”. Refira-se que a chegada à liderança do Eurogrupo não implica a saída de um cargo governamental nacional, pelo contrário. O próprio Dijsselbloem é atualmente o ministro das Finanças holandês (embora deva deixar o lugar na sequência das recentes eleições no país, que ditaram uma forte queda dos socialistas nas urnas).