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Política

Assunção Cristas diz que Governo “falhou objetivos” na venda do Novo Banco

Assunção Crsitas, líder do CDS-PP, cumprimenta apoiantes durante um jantar de apoiantes na Mêda, 1 de abril de 2017.

MIGUEL PEREIRA DA SILVA/LUSA

Cristas diz que “o défice do governo das esquerdas só é aparentemente bom porque corta todos os dias nos serviços públicos, na saúde, na educação e nos transportes públicos”. CDS-PP estará atento para “sinalizar o que está errado”, garante

A presidente do CDS-PP, Assunção Cristas, considerou este sábado que o Governo falhou objetivos com a solução da venda do Novo Banco, depois de também ter falhado com o Banif e com a caixa Geral de Depósitos. “Ainda ontem tivemos a notícia de mais um caminho falhado por parte do Governo, com a história do Novo Banco”, disse Assunção Cristas em Mêda, no distrito da Guarda, durante um jantar com militantes.

A líder nacional do CDS-PP referiu que na venda do Novo Banco, por parte do Governo, verifica que “mais uma vez”, os objetivos foram “falhados”. Acrescentou que o Governo, “mais uma vez, falha, ontem, com um acordo para uma venda, que afinal ainda não é venda, ainda não se sabe quanto é que vai custar ao bolso dos contribuintes”. “E vamos ver como é que é [com] o Montepio. E vamos ver como é que é [com] o Montepio”, alertou.

Assunção Cristas disse que o CDS-PP estará atento para “sinalizar o que está errado neste Governo das esquerdas unidas, onde o défice só é bom, aparentemente, porque corta todos os dias nos serviços públicos, na saúde, na educação, nos transportes públicos, naquilo que todos os dias bate à porta de todos os portugueses”. Disse ainda que, pelas contas feitas pelo CDS-PP, “se fosse cumprido tudo aquilo que estava previsto no Orçamento do Estado para despesa”, o défice “seria de 3,7% e não de 2,1”.

Nesta deslocação a Mêda, onde a líder nacional do CDS-PP participou num jantar com cerca de 300 militantes e simpatizantes do partido, marcaram presença quatro candidatos autárquicos do CDS-PP no distrito da Guarda: César Figueiredo (Mêda), Artuz Xavier (Vila Nova de Foz Côa), António Nascimento (Trancoso) e Alberto Paché (Sabugal).

Assunção Cristas disse que o CDS-PP quer vencer a presidência do Município de Mêda e em outros municípios pretende passar a ter vereadores. Disse que nas eleições autárquicas do dia 1 de outubro, os objetivos do CDS-PP têm de ser “realistas”, mas “muito ambiciosos”.

O líder distrital do partido na Guarda, Henrique Monteiro, disse no seu discurso que o partido tomou a decisão de concorrer sozinho nos 14 concelhos do distrito, por isso as eleições “são um grande desafio”. “É importante irmos para o terreno para escolhermos os melhores [candidatos] entre os melhores”, apelou.