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Ministro da Educação quer 50% da população ativa com o ensino secundário até 2020

ANTÓNIO COTRIM / Lusa

“No Programa Nacional de Reformas estão inscritos objetivos muito concretos que nós temos de cumprir. Para isso temos de trabalhar todos, temos de trabalhar com as comunidades educativas, com as autarquias e com as comunidades envolventes das escolas”, afirmou o ministro Tiago Brandão Rodrigues

O ministro da Educação afirmou esta sexta-feira em Setúbal que um dos objetivos do Programa Nacional de Reformas é “reduzir o insucesso escolar” e ter “50% da população ativa com o ensino secundário e 45% com competências digitais até 2020”.

“No Programa Nacional de Reformas estão inscritos objetivos muito concretos que nós temos de cumprir. Para isso temos de trabalhar todos, temos de trabalhar com as comunidades educativas, com as autarquias e com as comunidades envolventes das escolas, para poder alcançar esses ambiciosos objetivos”, disse Tiago Brandão Rodrigues.

O ministro esclareceu que muitos portugueses poderão completar o ensino secundário através de cursos profissionais, com dupla certificação, no âmbito do programa Qualifica, lançado em 06 de março, que se destina à educação e formação de adultos e que poderá abranger cerca de 600.000 pessoas até 2020.

O ministro da Educação falava à agência Lusa depois de presidir à sessão de abertura do encontro “Sucesso Escolar - Desafios e Soluções partilhadas entre escolas e autarquias”, que reuniu mais de 300 pessoas, incluindo representantes de escolas, comunidades educativas e autarquias de todo o país, na Escola Superior de Ciências Empresariais do Instituto Politécnico de Setúbal.

No encontro, em que também participou o Ministro do Planeamento e Infraestruturas, Pedro Marques, o ministro da Educação sublinhou a importância de se partilharem as boas experiências de algumas comunidades educativas e lembrou que o governo vai disponibilizar recursos adicionais para a concretização de projetos locais que visam promover o sucesso escolar.

“Temos escolas a contarem a sua experiência no programa nacional de promoção do sucesso escolar, um programa lançado pelo Ministério da Educação, que dá recursos adicionais às escolas, recursos humanos e recursos financeiros, para que possam cumprir as medidas que identificam localmente e que podem, de certa maneira, alavancar a promoção do sucesso escolar e a equidade”, disse.

“É preciso pensar que ninguém melhor do que as comunidades educativas entende quais são as formas e as ferramentas para alavancar o sucesso escolar. E, nesse sentido, muitas comunidades educativas tem apresentado projetos, muitas vezes coadjuvadas pelas autarquias”, acrescentou.

De acordo com o ministro, as escolas “estão a fazer melhor, a identificar as vicissitudes e os problemas", mas também estão a identificar as "fortalezas de muitas comunidades e a apoiarem-se no histórico de bem-fazer dessas comunidades”.

Questionado pela agência Lusa, Tiago Brandão Rodrigues reconheceu que as dificuldades económicas de muitas famílias constituem um dos grandes obstáculos para o sucesso escolar de muitas crianças, mas garantiu que o governo está a avançar com medidas para que haja “coesão social e territorial e para que a educação se possa transformar naquilo que é verdadeiramente: o único elevador social”.

A universalização do ensino pré-escolar e também a distribuição de manuais escolares para todas as crianças do primeiro ciclo já no próximo ano letivo, foram algumas medidas referidas pelo ministro, que defendeu a necessidade de se encontrarem “respostas para os alunos que têm dificuldades de alguma ordem, através da Ação Social Escolar, intensificando a Ação Social Escolar”.

“É isso que estamos a fazer com uma panóplia enorme de medidas. Para que a iniquidade seja cada vez mais vestigial nas nossas comunidades educativas e para que a equidade seja parceira necessária do sucesso escolar”, disse.

O Governo considera a educação como um “desígnio nacional” e defende que o sucesso escolar exige o compromisso de todos, da escola, dos professores, das autarquias e da sociedade.