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Costa diz que venda encerra estabilização do sistema financeiros

jOSÉ cARIA

Na opinião do primeiro-ministro, a venda do Novo Banco “encerra todo um processo que tem a ver com a estabilização do sistema financeiro português naquilo que é essencial”

O primeiro-ministro, António Costa, considerou esta sexta-feira que a venda do Novo Banco encerra o processo relativo à estabilização do sistema financeiro português naquilo que é essencial, faltando apenas “pequenos acabamentos” que terão lugar nas próximas semanas.

Depois da conferência de imprensa na residência oficial, juntamente com o ministro das Finanças, relativamente à venda do Novo Banco, António Costa discursou esta sexta-feira à noite no jantar da Câmara de Comércio e Indústria Luso-Alemã, tendo considerado essencial a atitude assumida pelo Governo “de verdade sobre a situação em que se encontrava o sistema financeiro”, o que permite que, um ano depois, este esteja “numa situação completamente diferente” daquela em que estava há um ano.

Na opinião do primeiro-ministro, a venda do Novo Banco “encerra todo um processo que tem a ver com a estabilização do sistema financeiro português naquilo que é essencial”.

“Agora restam pequenos acabamentos que nas próximas semanas terão lugar para encerrarmos esse dossiê”, defendeu.

Para o chefe do Governo esta foi uma “semana decisiva” para o sistema financeiro.

“Depois de o Millenium BCP ter conseguido mobilizar investidores internacionais para assegurar a sua capitalização, depois de o BPI ter resolvido o seu conflito acionista, depois de o Estado ontem ter concluído o processo de capitalização da CGD, hoje o Banco de Portugal ter conseguido vender o Novo Banco à Lone Star, assegurando a sua continuidade sem custos para o contribuinte e permitindo que o banco possa voltar a ser um instrumento importante para o financiamento da economia”, enalteceu.

Costa considera que isto “cria melhores condições, juntamente com a evolução do défice e da dívida, para uma nova perceção dos mercados globais do quadro financeiro do país, mas implica também necessariamente que haja do lado das empresas melhores condições para a sua autonomia financeira”.