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Conselho de Estado: “Esperar para ver” política comercial dos EUA

MÁRIO CRUZ / Lusa

Líder da Organização Mundial do Comércio esteve na reunião desta sexta-feira do Conselho de Estado. Evolução das relações de trabalho no tôpo das preocupações

Desta vez, a reunião do Conselho de Estado foi curta. Começou às 10h desta sexta-feira, acabou perto das 12h30 e o comunicado final é lacónico: "Foram analisados o enquadramento, a evolução e os desafios do comércio internacional, nomeadamente tendo em atenção o importante papel no crescimento económico e na criação de emprego, no futuro próximo e as implicações para Portugal".

À saída, Roberto Azevedo, diretor geral da Organização Mundial do Comércio (OMC), que foi o convidado do Presidente da República para esta reunião, assumiu uma posição de "esperar para ver" se os Estados Unidos da América na era Trump vão adotar uma política comercial tão protecionista quanto o novo Presidente americano tem feito crer.

"É necessário ver um pouco como as mensagens que foram ditas e que agora, expressadas na imprensa, possam traduzir-se", afirmou aos jornalistas. Sem desvalorizar preocupações: "Os EUA são um parceiro comercial importantíssimo. Estamos todos a ver como irá evoluir. É precipitado dizer que adotarão uma política comercial num sentido ou noutro, temos que esperar".

Sobre a reunião do Conselho de Estado, Roberto Azevedo disse terem falado "de grandes tendências, das tensões sociais e dos movimentos políticos" e acabou por revelar que uma das grandes preocupações foi sobre a evolução das relações de trabalho num mundo tecnologicamente mais desenvolvido".

Para o diretor-geral da OMC, Portugal é "uma economia avançada dentro do espaço europeu". Como brasileiro, afirmou que "Portugal sempre foi um país voltado para o comércio e o Brasil é a prova da expansão comercial portuguesa".

Esta foi a quinta reunião do Conselho de Estado desde que Marcelo Rebelo de Sousa é Presidente da República. Estiveram ausentes Cavaco Silva, Vasco Cordeiro, Miguel Albuquerque e Leonor Beleza.