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Política

Presidente da República diz ser “prematuro” falar sobre Novo Banco

Nuno Veiga

“Até haver uma decisão, é prematuro que o Presidente se pronuncie. Depois se pronunciará, se for caso disso”, limitou-se a afirmar Marcelo Rebelo de Sousa

O Presidente da República considera "prematuro" pronunciar-se sobre o processo de venda do Novo Banco, que "está em curso".

Em relação a esta matéria, "eu não me pronunciaria sobre ela, porque está em curso. E, até haver uma decisão, é prematuro que o presidente se pronuncie. Depois se pronunciará, se for caso disso", limitou-se a afirmar Marcelo Rebelo de Sousa depois de questionado pelos jornalistas, em Évora, esta quinta-feira.

Durante uma sessão de declarações à imprensa, no âmbito da visita de Estado a Portugal da Presidente chilena Michelle Bachelet, cujas cerimónias decorrem desde esta manhã em Évora, Marcelo foi ainda questionado sobre a data das eleições autárquicas.

"A decisão da marcação das datas de eleições locais é do Governo, não é do Presidente da República", que "não tem de manifestar opinião sobre a matéria", reagiu. Mas, acrescentou, "naturalmente, sendo o caso de haver um diploma sobre essa questão, não terá nenhum problema de promulgação".

Na intervenção que proferiu antes das perguntas colocadas pelos jornalistas, o Presidente reafirmou que as relações entre Portugal e o Chile "são magníficas" em diversas áreas.

"O Chile é o terceiro parceiro comercial da América Latina" para Portugal, "mas temos ido mais longe, e vamos longe, espero, nas energias renováveis, nas tecnologias do conhecimento e da informação, na comunicação" e "em domínios como a Proteção Civil", frisou.

Ambos os países, continuou o chefe de Estado, têm "posições comuns no mundo", nomeadamente no que toca "à abertura do comércio internacional, à recusa do protecionismo, ao aprofundamento dos tratados que abrem esse comércio, à aproximação a organizações em que o Chile se encontra e em que se encontra Portugal".

Como exemplo, Marcelo Rebelo de Sousa apontou a Aliança do Pacífico e a Comunidade dos Países de Língua Oficial Portuguesa (CPLP). "Essa aproximação é muito importante hoje, como é muito importante a conclusão rápida do acordo entre o Chile e a União Europeia. São passos importantes que vão para além das relações bilaterais", defendeu.

O Presidente da República destacou, ainda, que "Portugal reafirma a sua aposta no multilateralismo, num momento difícil para o mundo, em que há algumas incertezas e indecisões da parte de aliados e de amigos, os mais diversos".

"Reafirmamos o nosso empenho no multilateralismo, nas organizações multilaterais, na rejeição do protecionismo comercial, na abertura ao diálogo, na preocupação com as alterações climáticas e com o desenvolvimento sustentável", insistiu Marcelo Rebelo de Sousa.