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Marcelo quer Portugal a crescer mais de 2%

Para o Presidente, quando se trata de previsões, “às vezes, há uns” números “que são melhores e outros piores”, mas esse não é o caso das projeções do Banco de Portugal para a economia portuguesa para os próximos anos

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, disse esta quinta-feira que as projeções macroeconómicas divulgadas pelo Banco de Portugal (BdP) são "boas" e abrem perspetivas para que Portugal consiga atingir um crescimento económico acima dos 2%.

"As previsões [do BdP] foram de facto boas. Confesso que, uma vez mais, não esperava tão bons números e foram todos bons", congratulou-se o chefe de Estado, em Évora, em declarações aos jornalistas.

Segundo Marcelo Rebelo de Sousa, quando se trata de previsões, "às vezes, há uns" números "que são melhores e outros piores", mas esse não é o caso das projeções do Banco de Portugal para a economia portuguesa no período 2017-2019, que foram divulgadas pelo banco central, na quarta-feira.

"Foi bom o número do emprego, foi bom o número do investimento, foi bom o número das exportações, foi bom o número do Produto Interno Bruto", enumerou.
Por isso, este cenário "abre perspetivas para aquilo que eu tenho dito várias vezes", ou seja, o país tem que "ultrapassar os 2%" de crescimento económico, realçou.

"Já está muito próximo dos 2%. Agora, temos de fazer subir" o crescimento económico "além dos 2%", defendeu, acrescentando, quando questionado sobre se a instabilidade na banca poderá colocar os números em causa: "Não, acho que não".

O presidente português falava aos jornalistas após a cerimónia de atribuição do doutoramento Honoris Causa pela Universidade de Évora à presidente da República do Chile, Michelle Bachelet, que hoje iniciou uma visita de Estado de dois dias a Portugal.

O primeiro dia da visita da presidente chilena a território luso, com Marcelo Rebelo de Sousa como "anfitrião", foi passado na cidade de Évora, cujo centro histórico está classificado como Património Mundial pela Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO).

Michelle Bachelet foi recebida na Praça do Giraldo, com honras militares, depositou uma coroa de flores no túmulo de André de Resende na Sé Catedral, esteve reunida com Marcelo Rebelo de Sousa e recebeu o grau Doutor Honoris Causa pela universidade alentejana.

À passagem dos chefes de Estado, de carro ou a pé, muitos habitantes saíram à rua para os saudar. Marcelo Rebelo de Sousa distribuiu beijos e "selfies", contagiando até a sua homóloga, que, no centro histórico, tirou fotografias com jovens.

Para Marcelo Rebelo de Sousa, o dia "foi excecional", sempre com "adesão dos jovens universitários e de todos os graus de ensino", e uma "justa homenagem" a Michelle Bachelet, que "se sente muito reconfortada".

"Por onde passámos, havia uma multidão", elogiou o chefe de Estado português, insistindo que Michelle Bachelet "gosta de Portugal, já esteve várias vezes" no país, inclusive "veio passar férias", e "admira os portugueses", tendo sido "muito bem recebida em Évora".

Neste primeiro dia da visita de Estado a Portugal, Michelle Bachelet participa ainda num jantar oferecido em sua honra por Marcelo Rebelo de Sousa, já no Palácio Nacional de Sintra, no distrito de Lisboa.