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Novo Banco: Governo começou reuniões pelo PSD

Tiago Petinga / Lusa

António Costa explicou hoje no Funchal que reuniões servem para "informar os diferentes partidos do ponto em que se encontram as negociações com o potencial comprador e as instituições europeias". PSD não dará apoio a solução do Governo. BE ameaça reverter venda

Helena Pereira

Helena Pereira

Editora de Política

O Governo iniciou esta manhã as reuniões com os partidos com assento parlamentar para discutir a venda do Novo Banco. Os encontros começaram pelo PSD, BE e PCP.

No Funchal, o primeiro-ministro António Costa explicou que estas reuniões servem para "informar os diferentes partidos do ponto em que se encontram as negociações com o potencial comprador e as instituições europeias".

Contactada pela Lusa, fonte do grupo parlamentar do PSD confirmou o encontro de uma delegação do PSD com o Governo, notícia avançada pela SIC Notícias, remetendo para o executivo, que solicitou a reunião, o anúncio da "informação que deseja comunicar publicamente".

"O PSD esclarece apenas que não foi solicitado pelo Governo ao PSD qualquer apoio para a decisão que pretende tomar e que o Governo, como é por demais sabido, dispõe de maioria parlamentar para suportar as suas escolhas políticas mais importantes", acrescentou a mesma fonte. A mesma posição foi assumida pelo CDS: “Quanto ao tema concreto tratado, o Governo dispõe de uma maioria parlamentar de apoio da qual o CDS não faz parte”.

A venda do Novo Banco é "demasiado importante para que não passe pelo parlamento", não excluindo por isso a possibilidade de a levar à votação no plenário, disse fonte bloquista à Lusa, reiterando que a questão da venda do Novo Banco é “suficientemente importante” para ser debatida e votada no parlamento.

A mesma fonte escusou-se, contudo, a precisar de que forma poderá a questão da venda do Novo Banco ser chamada a votação no plenário da Assembleia da República, uma vez que isso dependerá da forma como for concretizada pelo Governo.

O secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, por seu lado, confirmou à Lusa que o partido se reuniu esta manhã com o Governo sobre o Novo Banco, mas escusou-se a adiantar pormenores sobre o encontro.

Na segunda-feira, o PCP reafirmou que a instituição deve ser integrada no setor público e lembrou que a sua posição “já foi levada à discussão e votação na Assembleia da República, no passado dia 03 de fevereiro, através de uma proposta apresentada e agendada" pelo partido.