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PSD, CDS-PP, PEV e PAN querem autárquicas a 1 de outubro

Além de Teresa Leal Coelho, a delegação do PSD integrou o secretário-geral, José Matos Rosa, o coordenador autárquico, Carlos Carreiras, e António Leitão Amaro, vice-presidente do grupo parlamentar

Marcos Borga

O primeiro-ministro recebeu esta segunda-feira, em São Bento, representantes PSD, o CDS-PP, PEV e PAN, com vista à marcação da data da realização das próximas eleições autárquicas. PS, BE e PCP serão recebidos na quarta-feira

PSD, CDS-PP, PEV e PAN defenderam esta segunda-feira a data de 1 de outubro para a realização das eleições autárquicas nas audiências que tiveram com o primeiro-ministro António Costa em São Bento.

“O PSD considera que a melhor data para a realização de eleições autárquicas é o próximo 1 de outubro”, afirmou a vice-presidente Teresa Leal Coelho e candidata do partido à Câmara Municipal de Lisboa., no final da audiência com o Governo

A vice-presidente do PSD disse ser “fundamental mobilizar os portugueses para estas eleições” e considerou que esta data dá garantias que todos os candidatos “possam apresentar os seus projetos e que a sociedade civil pode acompanhar todo o processo de uma forma participativa e intensa”.

Teresa Leal Coelho apelou ainda a que o processo autárquico decorra “com isenção, imparcialidade e transparência”.
“Fazemos apelo a todos os atores políticos para que se comportem com isenção, transparência e imparcialidade e a todos, também ao Governo, que neste período pré-eleitoral tenham uma particular parcimónia no que diz respeito a eventuais atuações menos isentas”, disse, apelando a que não haja “autarquias de primeira e autarquias de segunda”, dependendo da cor política de quem as governa.

Questionada se a marcação das eleições com quase seis meses de antecedência é positiva, Teresa Leal Coelho respondeu afirmativamente.

“O PSD acha que isso é ótimo, porque com seis meses podemos partilhar com os cidadãos, os eleitores, aqueles que são os projetos de cada um”, defendeu.

A candidata do PSD à Câmara Municipal de Lisboa sublinhou que as eleições autárquicas são aquelas “em que as pessoas têm mais a ganhar com a sua participação”, num apelo contra a abstenção.

“Por tudo isto, o dia 1 de outubro dá garantia que todos os processos possam ser preparados e todos os candidatos possam ir para o terreno apresentar projetos e ouvir as sociedades civis”, disse.

Além de Teresa Leal Coelho, a delegação do PSD integrou o secretário-geral, José Matos Rosa, o coordenador autárquico, Carlos Carreiras, e António Leitão Amaro, vice-presidente do grupo parlamentar.

CDS-PP falou também sobre o Novo Banco

A líder do CDS-PP, Assunção Cristas, também apontou esta segunda-feira para 1 de outubro como “a melhor data” para realizar as eleições autárquicas.

“Na perspetiva do CDS, das três datas possíveis - 24 de setembro, 1 e 8 de outubro -, entendemos que a melhor data será o dia 1 de outubro”, afirmou Assunção Cristas, no final de uma audiência com o Governo que durou cerca de meia hora.

Para a líder do CDS-PP, “dia 24 ainda é tempo de férias para muitas famílias portuguesas e dia 8 já seria afetado pela ponte do feriado do 5 de outubro”.

“A data de 1 de outubro é a mais adequada e também corresponde à data do fim de semana das anteriores eleições autárquicas”, justificou.

Assunção Cristas, que é também candidata pelo CDS-PP à câmara de Lisboa e este mês tinha desafiado o Governo a marcar rapidamente as eleições autárquicas, considerou que esse repto “foi positivamente acolhido” com a marcação destas auscultações aos partidos.

Questionada se a sugestão da data de 1 de outubro foi bem recebida pelo Governo, Assunção Cristas disse apenas acreditar que a “a escolha pode recair sobre 1 de outubro”.

Interrogada se o tema do Novo Banco foi abordado durante a audiência, a líder do CDS-PP referiu que a conversa foi “focada exclusivamente nas eleições autárquicas” e que nada tinha a comentar sobre essa matéria, antes de serem prestados esclarecimentos pelo Governo ou Banco de Portugal.

PEV diz ser a data “mais sensata”

“O mais sensato seria realizar as eleições autárquicas a 1 de outubro”, defendeu o deputado do Partido Ecologista “Os Verdes” (PEV) José Luís Ferreira.

O deputado do PEV considerou que das três possibilidades apontadas pelo calendário eleitoral - 24 de setembro, 1 e 8 de outubro - a primeira data “é um período durante o qual as famílias ainda estão preocupadas com o arranque do ano letivo e há muitas escolas que servem de assembleia eleitoral, o que poderia perturbar o arranque do ano letivo”.

“O que nos afasta do dia 8 é que, havendo um feriado na quinta-feira, poderia haver muita gente a querer passar o fim de semana fora de casa”, justificou, no final de uma audiência muito rápida com o Governo.

Questionado se a hipótese de as eleições se realizarem no feriado de 5 de outubro foi afastada pelo Governo, apesar de permitida por lei, José Luís Ferreira considerou que esta data, sendo o início de uma potencial ponte, “não ajudaria os portugueses a participar numas eleições que se querem participadas”.

PAN diz ser “o dia ideal”

“Partilhámos com o primeiro-ministro que, na posição do PAN, o dia ideal para as eleições autárquicas seria o dia 1 de outubro”, afirmou por seu turno o dirigente do partido Pessoas-Animais-Natureza (PAN) Francisco Guerreiro, em declarações aos jornalistas, no final de uma audiência com o Governo.

O PAN partilhou ainda com o Governo os seus objetivos autárquicos, que passam pela eleição de um vereador em Lisboa.

As audiências com os partidos com representação parlamentar são interrompidas por um dia, na terça-feira, devido à visita oficial que o primeiro-ministro vai realizar à Região Autónoma da Madeira. PS, BE e PCP serão recebidos na quarta-feira.

De acordo com a Lei Eleitoral dos Órgãos das Autarquias Locais, a data das autárquicas é marcado por decreto do Governo com, pelo menos, 80 dias de antecedência.

Segundo a lei, as eleições terão de realizar-se entre os dias 22 de setembro e 14 de outubro e terá de recair num domingo ou em dia feriado nacional.

Em 2013, o anterior Governo marcou a 13 de junho as eleições para 29 de setembro.