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Marques Mendes: “É absolutamente inevitável que Dijsselbloem vai sair”

O ex-líder do PSD e comentador político diz que as declarações do presidente do Eurogrupo sobre os países do sul da Europa terem gasto o dinheiro em “copos e mulheres"”e depois terem pedido ajuda fizeram com perdesse o respeito dos seus pares

Ana Baptista

Ana Baptista

Jornalista

O ex-líder do PSD e comentador político, Luís Marques Mendes, considera que o presidente do Eurogrupo, Jeroen Dijsselbloem, vai ter de abandonar o seu cargo no seguimento das declarações desta semana de que os países do sul gastarma o dinheiro em "copos e mulheres". Contudo, repara que não será para já.

"Mais cedo ou mais tarde ele vai ter de sair porque perdeu o respeito dos seus pares. Não será agora, mas é inevitável que ele vai sair", disse no seu habitual comentário de domingo à noite na SIC.

Marques Mendes considerou que as declarações de Dijsselbloem foram "uma boçalidade", mas que mais grave que isso é que foram declarações que têm subjacente uma ideia de falta de isenção e de exclusão.

"Ele é um dirigente europeu e devia ser isento. Devia incluir e não excluir", disse.

No mesmo espaço de comentário, Marques Mendes disse ainda que o facto de Portugal chegar a um défice de 2,1% é "uma óptima notícia" e que apesar de "não ser a primeira vez que acontece não deixa de ser um grande resultado", principalmente porque "há um ano ninguém acreditava que seria possível".

Para o ex-líder do PSD, este défice foi conseguido à custa de grandes sacrifícios, mas também "teve uma ajuda inesperada da oposição, que baixou as expectativas e fez com que a vitória do Governo fosse ainda maior. Em vez de baixar as expectativas e dizer que nunca se ia baixar o défice, a oposição devia criar um clima de exigência, de pressão", rematou.