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Política

Carlos Silva reeleito secretário-geral cada UGT

José Coelho/Lusa

O secretário-geral da União Geral de Trabalhadores foi eleito com 493 votos a favor, o que corresponde a 84,27% dos votantes

O secretário-geral da União Geral de Trabalhadores (UGT), Carlos Silva, foi este domingo reeleito no XIII Congresso da central sindical, que decorre no Porto, com 493 votos a favor, o que corresponde a 84,27% dos votantes.

No total, votaram 585 delegados ao congresso, tendo sido contabilizados 55 votos bancos e 37 nulos para o secretário-geral Carlos Silva.
O socialista liderou a lista única concorrente aos órgãos sociais da UGT, que continuará a ser presidida pela social-democrata Lucinda Dâmaso, dirigente do Sindicato dos Professores da Zona Norte, eleita com 463 votos a favor, 85 brancos e 37 nulos.

O secretariado nacional da UGT foi eleito por maioria, com 469 votos a favor (80,17% dos votos), 65 brancos e 51 nulos, mantendo-se em funções mais de metade dos elementos do mandato que termina.

Dos 68 secretários, 38 transitam do mandato anterior e 30 integram pela primeira vez o secretariado nacional da UGT.

Quanto à representação de género, dos 68 secretários nacionais, apenas 21 são mulheres, o que corresponde a 29,4%.

Dos dirigentes que saíram do secretariado nacional da UGT, uns fizeram-no porque se reformaram, outros porque deixaram de integrar os órgãos dirigentes dos seus sindicatos e outros porque atingiram o limite de idade estatutário, os 70 anos.

É o caso de Nobre dos Santos, o histórico dirigente da Federação sindical da administração Pública (FESAP), que deixa o secretariado executivo por idade.

O mesmo acontece com Vitor Hugo Sequeira, que liderou a Federação Sindical dos Escritórios durante mais de uma década, passando depois a representar a central no Conselho Económico e Social Europeu.

O novo Secretariado Nacional não integra elementos do Sindicato dos Quadros Técnicos do Estado (STE), o que nunca aconteceu, embora a sua presidente, Helena Rodrigues, vá integrar este órgão, por inerência de funções, mas sem direito a voto.