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Política

PSD diz que redução do défice foi feita “pelo caminho errado”

Duarte pacheco afirma que “as habilidades do Governo têm consequências na degradação dos serviços públicos”, dando como exemplos as áreas da saúde, educação ou segurança

O PSD considerou esta sexta-feira que a redução do défice para 2,1% é um dado positivo para o país mas que foi feita "pelo caminho errado", com recurso a medidas extraordinárias e não sustentáveis.

Em declarações aos jornalistas no Parlamento, o deputado do PSD Duarte Pacheco disse que, com este resultado esta sexta-feira divulgado pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), o partido espera que "Portugal possa sair do Procedimento por Défice Excessivo".

No entanto, salientou que todas somadas as medidas "não sustentáveis e extraordinárias" representam cerca de 1,4% do PIB, considerando que se "reduziu o défice mas com habilidades".

"Ainda por cima temos um agravamento da dívida pública que passou os 130% do PIB [Produto Interno Bruto]. Se a redução é boa, foi por um caminho errado, que não é sustentável", criticou.
O défice orçamental ficou nos 2,1% do PIB em 2016, em linha com o previsto pelo Governo e um valor que abre caminho ao fim do Procedimento por Défices Excessivos (PDE), divulgou hoje o INE.

Para o deputado do PSD, "as habilidades do Governo têm consequências na degradação dos serviços públicos", apontando como exemplos as áreas da saúde, educação ou segurança.
Duarte Pacheco sublinhou que o caminho de redução do défice foi iniciado em 2011, pelo executivo PSD/CDS-PP, quando o défice estava "num valor de 11%".

"Nós desejamos que Bruxelas tome a decisão do país sair do PDE", defendeu, apesar de considerar que o Governo não conseguirá no futuro manter cortes no investimento público como os realizados em 2016.

O deputado social-democrata disse que tal obrigará o Governo a encontrar outro tipo de medidas para conseguir reduzir o défice ou mantê-lo no nível conseguido este ano.

"Isso é um trabalho árduo, mas que compete ao Governo escolher o caminho para o alcançar", disse.