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Défice de 2,1%: Costa agradece aos portugueses “grande compreensão” pelo esforço feito

Ainda à luz das polémicas declarações de Jeroen Dijsselbloem sobre os países do sul da Europa, o primeiro-ministro diz que o valor do défice de 2,1% do PIB confirmado esta manhã pelo INE “demonstra seguramente que os preconceitos, como habitualmente, têm pouca adesão à realidade”

O primeiro-ministro agradeceu esta sexta-feira aos portugueses a "grande compreensão" pelo esforço feito pelo país para atingir, em 2016, "o melhor défice" da vida democrática de Portugal, que também demonstra como os "preconceitos" não se ajustam à realidade.

Em Roma, onde participa este sábado nas comemorações dos 60 anos dos tratados fundadores da União Europeia, António Costa salientou "o facto de o Instituto Nacional de Estatística (INE) hoje ter confirmado que Portugal teve em 2016 o melhor défice da nossa vida democrática e a demonstração de que havia uma alternativa de política que produz melhores resultados".

"Quero nesta ocasião felicitar particularmente o ministro das Finanças, agradecer a todos os meus colegas de Governo o grande esforço que fizeram e agradecer, sobretudo, aos portugueses a grande compreensão que têm tido pelo esforço que temos feito para poder corrigir a nossa trajetória de finanças públicas, e a compreensão que têm manifestado por não termos conseguido ir tão rápido quanto todos desejávamos para melhorar a qualidade dos nossos serviços públicos", disse.

Ainda à luz das polémicas declarações do presidente do Eurogrupo, Jeroen Dijsselbloem, sobre os países do sul da Europa, Costa comentou que o valor do défice de 2,1% do Produto Interno Bruto confirmado esta manhã pelo INE "demonstra seguramente que os preconceitos, como habitualmente, têm pouca adesão à realidade".