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Carlos Costa: “Hoje é fácil acusar o Banco de Portugal”

Tiago Miranda

O governador do Banco de Portugal afirmou durante a audição parlamentar que recorreu aos meios legais que tinha à disposição no âmbito do caso BES

O governador do Banco de Portugal garantiu na quinta-feira que o supervisor recorreu aos meios legais que tinha à disposição no âmbito do caso BES, realçando que com a informação agora conhecida é fácil criticar a sua atuação.

“Em todos os momentos, o BdP fez uso empenhado e atento dos recursos permitidos pela lei. À luz do que hoje se sabe, é fácil acusar o BdP de poder ter atuado de outra forma”, afirmou Carlos Costa durante a sua audição na Comissão de Orçamento, Finanças e Modernização Administrativa (COFMA).

“A supervisão merece o reconhecimento que agiu sempre de modo diligente”, considerou, depois de ter sido alvo de várias críticas por parte de alguns grupos parlamentares relativamente à atuação considerada tardia para evitar o colapso do Banco Espírito Santo (BES).

Questionado sobre a situação do grupo Montepio, Carlos Costa não se alongou em comentários, dizendo que “tudo está a ser feito para assegurar o objetivo último do sistema financeiro”.

“E estamos a ir no bom sentido”, acrescentou, notando ainda que o BdP só supervisiona a caixa económica, enquanto a associação mutualista está sob a alçada do Governo.

O governador foi ouvido na quinta-feira à noite na COFMA durante mais de seis horas, em duas audições distintas mas consecutivas, ambas relacionadas com o caso BES.

A primeira por requerimento do PCP e outra por pedido do próprio Carlos Costa, para defender a atuação do Banco de Portugal que considera ter sido posta em causa nas recentes reportagens da SIC sobre este caso, com incidência na atuação do banco central no segundo semestre de 2013.