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Política

CDS aplaude resultado mas alerta para efeitos futuros

A deputada centrista Cecília Meireles manifestou também preocupação face à evolução da dívida pública que este ano volta a subir, ainda que ligeiramente

A deputada do CDS-PP Cecília Meireles considerou esta sexta-feira muito relevante que Portugal possa sair do Procedimento por Défices Excessivos (PDE) mas advertiu que as medidas que permitiram a descida do défice dificilmente se poderão repetir.

"O CDS acha que é muito relevante que o país possa sair do Procedimento por Défices Excessivos. Já no passado dissemos que se o Governo estivesse comprometido e empenhado teria sido possível iniciar o processo de saída porque o défice ficou contido nos 3%", afirmou.

O INE divulgou esta sexta-feira que o défice orçamental ficou nos 2,1% do PIB em 2016, em linha com o previsto pelo Governo e um valor que abre caminho ao fim do Procedimento por Défices Excessivos.

Em declarações aos jornalistas no Parlamento, Cecília Meireles defendeu que "é muito importante estar atento" e perceber se "é possível manter estes resultados" de forma sustentada, advertindo que "foram conseguidos, por um lado, com medidas que muito dificilmente se poderão repetir".

"É o caso das cativações, porque muitos serviços públicos pura e simplesmente já não conseguem continuar a funcionar, e o corte muito expressivo no investimento, de 10%, que provavelmente não se poderá manter este ano", sublinhou.

O resultado do défice foi também conseguido à custa de "medidas extraordinárias" que "deixam uma herança para os anos futuros", como o programa "PERES" e a reavaliação de ativos.

Em resultado do PERES (Plano Especial de Redução do Endividamento ao Estado), a EDP vai pagar menos 174 milhões de euros de impostos por ano, frisou.

Cecília Meireles manifestou ainda preocupação face à evolução da dívida pública que "deu sinais de descida" mas que "este ano volta a subir, ainda que ligeiramente".

"É um dado que tem de ser acompanhado muito atentamente porque mais uma vez achamos que a dívida é só um número, mas a dívida e os juros da dívida são uma conta que os portugueses pagam todos os meses", sublinhou.