Siga-nos

Perfil

Expresso

Política

Novo Banco: Continuam a decorrer negociações exclusivas com a Lone Star

Nuno Botelho

O governador do Banco de Portugal, Carlos Costa, está a ser ouvido no Parlamento e frisou a complexidade do processo de venda. “A minha esperança é que depois de terminado este processo o banco de transição possa ser considerado um 'case study' [caso de estudo] a nível europeu", afirmou

O governador do Banco de Portugal, Carlos Costa, revelou esta quinta-feira no parlamento que prosseguem as negociações exclusivas com o fundo norte-americano Lone Star para a venda do Novo Banco, realçando a complexidade do processo.

"É uma matéria neste momento confidencial. Entrámos no período de negociações exclusivas, que continuam, porque se tratam de contratos muito complexos que exigem a intervenção de muitos técnicos quer do lado do Banco de Portugal, quer do lado do comprador", afirmou Carlos Costa, depois de questionado sobre o processo de venda do Novo Banco.

O governador falava durante a sua audição na Comissão de Orçamento, Finanças e Modernização Administrativa (COFMA), mostrando confiança no sucesso desta operação.

"A minha esperança é que depois de terminado este processo o banco de transição possa ser considerado um 'case study' [caso de estudo] a nível europeu", afirmou, sublinhando acreditar que o negócio vai mesmo avançar.

Antes, Carlos Costa já tinha defendido a opção tomada em 2014 pela resolução do Banco Espírito Santo (BES), levando à criação de um banco de transição (Novo Banco).

"O Novo Banco mantém a sua quota de mercado e mantém-se como um importante financiador das empresas. Esperamos que se conclua a transferência da posição acionista do Fundo de Resolução para um novo investidor, que vai mostrar que há um papel para o banco no futuro", assinalou, acrescentando que tal vai demonstrar que "a decisão de resolução do banco foi a correta". E rematou: "É fácil criar um banco de transição? Não é".

De resto, o governador assumiu a decisão de não vender o banco em 2015, na primeira tentativa de alienação da entidade, explicando aos deputados que, na altura, a operação implicava "riscos" significativos, além de o valor oferecido não ser suficiente.