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Debate quinzenal. Costa diz ser “absurdo falar em sanções” contra Portugal

Luís Barra

Primeiro-ministro diz que relatório do Banco Central Europeu que defende multas a Portugal está desatualizado e defende o português Vítor Constâncio, vice-presidente do BCE, pois “não participou na elaboração do relatório ou em qualquer reunião onde ele tivesse sido discutido”

O primeiro-ministro António Costa defendeu esta tarde, no Parlamento, que é "absurdo falar em sanções" da Comissão Europeia contra Portugal por - segundo um relatório do BCE noticiado esta semana -, o país supostamente não ter adotado medidas nos últimos três anos para corrigir desequilíbrios macroeconómicos excessivos.

Questionado pela deputada do CDS Assunção Cristas no arranque do debate quinzenal na Asembleia da República, Costa recordou que o país fechou 2016 com "o melhor défice de sempre, pela primeira vez abaixo de 3% e quatro décimas abaixo do limite que tinha sido fixado pela Comissão Europeia". Assim sendo, prosseguiu, "se já em relação ao exercício de 2015 era absurdo falar em sanções, mais absurdo se torna falar em sanções face ao exercício de 2016".

"Estaremos todos de acordo que não se justifico referido relatório do BCE "é técnico" e pronuncia-se "sobre um relatório da Comissão Europeia" cujo dados estão em grande parte "desactualizados e assentes num quadro provisional que a realidade desmentiu em absoluto". E que além disso avalia um conjunto de medidas do Governo que tinham sido "aprovadas há seis meses" pela intância europeias para "resolver medidas estruturais do país".

"Só um hiperotimista e hiperirritante poderia acreditar quem em quatro ou cinco meses se resolveriam os problemas estruturais do país", concluiu, revelando ainda que o português Vítor Constâncio, vice-presidente do BCE, explicou ao primeiro-ministro que "não participou de forma alguma na elaboração do relatório ou em qualquer reunião onde ele tivesse sido discutido".