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CGD: PSD acusa Governo de “privatização geringonçada”, PM reitera presença em todos os concelhos

Luís Barra

Debate quinzenal está a ser marcado por perguntas ao primeiro-ministro sobre o fecho de balcões da Caixa Geral de Depósitos

O líder parlamentar do PSD acusou hoje o Governo de fazer "uma privatização geringonçada" da Caixa Geral de Depósitos (CGD), crítica negada pelo primeiro-ministro, que reiterou que o banco continuará a ter uma presença em todos os concelhos.

Na intervenção do PSD no debate quinzenal com António Costa, Luís Montenegro considerou que a emissão de obrigações da CGD em curso - obrigações perpétuas e para investidores institucionais - configura "uma espécie de empréstimo permanente" ao banco público.

"A curiosidade é que esta é uma capitalização às esquerdas, se fosse feita por nós levantavam-se todas as vozes a dizer que está em curso uma privatização encapotada. Agora o que está em curso é uma privatização geringonçada, é a nova modalidade que PS, PCP e BE apoiam neste parlamento", defendeu Montenegro.

Na resposta, António Costa invocou a qualidade de "ilustre jurista" de Montenegro para não necessitar de explicar a diferença entre ações e obrigações, dizendo que a emissão destas últimas "não é uma privatização porque não implica qualquer alienação de capital".

Sobre outra questão do presidente da bancada do PSD, que inquiriu qual será o critério para o encerramento de balcões da Caixa, o primeiro-ministro reiterou que "o Governo não interferirá na vida do dia-a-dia da Caixa", mas assegurará a orientação estratégica do banco público.

Essa orientação, explicou, "prevê que haja redução de pessoal sem despedimentos (...) e reestruturação da rede de balcões assegurando que em nenhum concelho deixa de haver Caixa Geral de Depósitos", bem como junto das comunidades emigrantes e em mercados externos onde a sua presença seja considerada fundamental.