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PSD acusa Governo de fazer “pseudorreforma das florestas”

O PSD acusa o Governo de ceder aos partidos da esquerda na reforma das florestas que o Executivo apresentou esta terça-feira. Para os sociais-democratas, travar a expansão do eucalipto põe em causa o interesse nacional

"Hoje assistimos a mais uma ação de propaganda do Governo, desta vez a troco da apresentação do que consideramos uma pseudorreforma da floresta", afirmou o vice-presidente da bancada do PSD Nuno Serra, em declarações aos jornalistas, no dia em que o Governo realizou um Conselho de Ministros extraordinário dedicado à floresta.

Para o deputado social-democrata, "mais uma vez, o Governo limita-se a olhar para a árvore, desprezando aquilo que é o mais importante, a floresta em si própria".

"Nesta pseudorreforma esquece os atores mais importantes, os produtores florestais, não lhes garantindo nem ferramentas nem condições para que possam aumentar a viabilidade económica do setor nem a sua rentabilidade", criticou Nuno Serra.

O deputado do PSD acusou, por outro lado, o Governo de utilizar "esta pseudorreforma como moeda de troca para um acordo de gestão política da 'geringonça'", expressão que tem sido utilizada para designar a atual solução de Governo minoritário do PS apoiada no parlamento por acordos com BE, PCP e Verdes.

"Este Governo o que considerou foi aceder a uma pretensão dos Verdes - travar a expansão do eucalipto - em troca de um apoio formal a esta solução política", afirmou o deputado do PSD, considerando que "a expansão razoável desta espécie é um fator essencial para a dinamização económica do setor das florestas".

"Sentimo-nos preocupados quando os interesses políticos da geringonça se põem acima dos interesses do nosso país", acrescentou.

Esta terça-feira decorreu, em Sintra, o segundo Conselho de Ministros dedicado à floresta num espaço de cinco meses, depois da realização de uma reunião na Lousã no final de outubro de 2016.

No final da reunião, o ministro da Agricultura, Capoulas Santos, admitiu que a intenção do Governo de travar a expansão do eucalipto foi uma das questões que suscitaram controvérsia.

Capoulas Santos sublinhou, contudo, que a intenção do executivo é que a área de eucalipto desta espécie se mantenha nas suas atuais fronteiras, mas "aumentando a produtividade".

"Queremos ter mais metros cúbicos de eucalipto para alimentar as celuloses, que são fundamentais para o país, mas na mesma área", afirmou Capoulas Santos.

Com Lusa