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Política

Marques Mendes: “A separação amigável do PSD e CDS pode ser boa oferta para Costa”

O antigo líder do PSD acredita que se está a iniciar um "novo ciclo", com o PSD e CDS "de costas voltadas". Já sobre a apresentação de Teresa Leal Coelho como candidata do PSD a Lisboa, não tem dúvidas: “Medina já está eleito, é a verdade formal. Falta saber se é com maioria absoluta ou não”

Luís Marques Mendes acredita que se está a iniciar um "novo ciclo", com o PSD e o CDS "de costas voltadas", segundo afirmou este domingo no seu habitual comentário na SIC. "Esta separação amigável entre PSD e CDS pode ser uma boa oferta para António Costa", concluiu.

O que leva o antigo líder do PSD a assumir que há um novo ciclo é, em parte, a entrevista que a presidente do CDS, Assunção Cristas, deu ao jornal "Público" na semana passada, na qual revela o conteúdo das reuniões de Conselho de Ministros durante o anterior Governo, assumindo que por opção de Passos Coelho não se falava na banca e que só "vagamente" se falou no caso BES.

"Não me parece que tenha sido bom, nem para o CDS, nem para o Governo anterior, nem para Cristas", defendeu. "Do meu ponto de vista esta entrevista vem mostrar que estamos a iniciar um novo ciclo: PSD e CDS de costas voltadas. Não é propriamente um divórcio, é uma espécie de separação de pessoas e estratégias."

Antecipando o futuro, Marques Mendes acrescentou que este novo ciclo "pode ter consequências sérias quando houver eleições legislativas em 2019". E concluiu: "Esta estratégia vai desembocar nisto: PSD e CDS vão em listas separadas a eleições". E admite que o CDS possa "fazer um acordozinho" com o PS, "na hipótese de o PS ganhar".

Corrida a Lisboa e Operação Marquês

O comentador da SIC vê em Teresa Leal Coelho, candidata do PSD à câmara de Lisboa, "uma pessoa com qualidades", mas a "vítima das circunstâncias e do contexto", criticando a gestão política "mais ou menos desastrosa" na demora de Passos Coelho em escolher candidato.

“Medina já está eleito, é a verdade formal. Falta saber se é com maioria absoluta ou não”, concluiu, acrescentando que as eleições servirão para "saber quem é que fica em segundo lugar". Se o CDS for o segundo partido com mais votos e o PSD ficar em terceiro, "nem o partido nem o líder vão ficar bem", diz.

Outro dos temas abordados no comentário deste domingo foi o não cumprimento do prazo estabelecido no caso da Operação Marquês, apontado para a passada sexta-feira. "Acho compreensível, porque esta investigação é talvez a mais especial do ponto de vista de complexidade."

Mais importante do que discutir o prazo, afirmou, é discutir "a solidez" da investigação. "Se não for capaz de ser fiável e segura, é um fiasco enorme."