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Santana Lopes: “Sampaio tem peso na consciência”

Ex-primeiro-ministro considera “ridículos” argumentos do ex-PR para dissolução de 2004

Helena Pereira

Helena Pereira

Editora de Política

Pedro Santana Lopes afirma ao Expresso que os argumentos revelados por Jorge Sampaio, no segundo volume da sua biografia, para a dissolução do Parlamento em 2004 são “ridículos” e aponta o dedo a algumas pessoas da banca e empresários que pressionaram o antigo chefe de Governo. “Não foi o povo que exigiu a dissolução”, vinca, referindo-se à mudança de posição de Sampaio depois de um encontro com empresários na COTEC Portugal.

No livro, da autoria de José Pedro Castanheira, que será lançado esta semana, Sampaio diz que, a determinada altura, ficou “farto do Santana” porque este tinha posto o país “à deriva”. O social-democrata, que vinca sempre ter tido respeito pessoal por Sampaio, diz que, “de dois em dois anos”, aparecem razões diferentes para o que sucedeu em 2004 e que o ex-PR “tem um peso na consciência por tudo o que veio a seguir”, referindo-se à crise financeira.

Santana Lopes tenciona escrever um segundo livro sobre os meses em que foi PM e desafiou esta semana Sampaio para um debate.