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António Costa: curso de Comandos retomado sem sacrifícios desnecessários

Primeiro-ministro visitou esta sexta-feira de Manhã a Base Naval de Lisboa, no Alfeite (Almada)

MIGUEL A. LOPES / LUSA

O próximo curso deverá desempenhar “o seu papel de formação, mas garantindo obviamente que as pessoas são preparadas para a missão, mas que não sejam sujeitas a sacrifícios que não sejam necessárias”, disse esta sexta-feira o primeiro-ministro

O primeiro-ministro, António Costa, considerou esta sexta-feira que a continuidade da especialidade Comando é uma mais-valia para o país e afirmou que o próximo curso mantém a exigência, mas com parâmetros que garantem a segurança dos formandos.

"O novo referencial está estabelecido, vai reabrir em abril já com novos parâmetros e, portanto, garantindo obviamente que tem um nível de exigência essencial para uma força daquela natureza, mas obviamente assegurando a segurança de quem o frequenta", declarou.

O primeiro-ministro falava aos jornalistas na Base Naval de Lisboa, no final de uma visita à Marinha, após ter sido questionado sobre se o curso de Comandos que será iniciado em abril reúne as condições de segurança necessárias para os instruendos.

Para António Costa, o próximo curso deverá desempenhar "o seu papel de formação, mas garantindo obviamente que as pessoas são preparadas para a missão, mas que não sejam sujeitas a sacrifícios que não sejam necessárias".

O curso anterior, o 127.º, ficou marcado pela morte de dois instruendos, em setembro, e pelo internamento de vários formandos. Os procedimentos internos para o apuramento de responsabilidades disciplinares ainda decorrem no ramo, tal como o processo de investigação criminal, no âmbito do Ministério Público.

"O regimento de comandos é um regimento que tem uma longa história e que honra o país e a sua continuidade, em altos padrões de formação, é obviamente uma mais-valia de que o país tem de dispor", disse.

  • Chefe do Estado-Maior do Exército aprovou o Referencial do Curso de Comandos e decidiu autorizar a realização do curso 128 no início de abril. Continua a investigação às duas mortes no curso anterior