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Política

Privados alertam para “falência iminente” das unidades de cuidados continuados

Representantes dos prestadores privados de cuidados continuados integrados de Lisboa e Vale do Tejo pediram audiência urgente ao Parlamento para expor a “grave situação” que os está a deixar “à beira da rutura”. CDS já entregou requerimento na comissão parlamentar de Saúde

Cristina Figueiredo

Cristina Figueiredo

Editora de Política da SIC

As Unidades de Cuidados Continuados Integrados (UCCI) na região de Lisboa e Vale do Tejo assumem estar à beira da falência. Em longa carta enviada ao grupo parlamentar do CDS, onde solicitam uma audiência urgente, os representantes daqueles prestadores (privados) afirmam que o Governo está, com medidas recentes, "a levar à destruição" da rede, ao impor "exigências atrás de exigências com portarias a alterar condições já contratualizadas" sem atualizar as correspondentes condições de financiamento.

Em causa estão, nomeadamente, "o congelamento desde há seis anos dos valores pagos pelo Estado pela contratualização dos serviços; as dívidas dos utentes e famílias às UCCI, que serão cada vez maiores e mais difíceis de cobrar; o aumento da TSU para o sector social; a prestação de cuidados de saúde cada vez mais complexos e onerosos e a consequente cada vez maior exigência em termos de rácio de pessoal".

Perante o atual estado de coisas, denunciam, só veem dois caminhos: "1) prestação de serviços sociais e clínicos de muito má qualidade; 2) insolvência das entidades privadas que contratualizam com o Estado". Sendo que este, apontam, "é talvez o mais provável, pois técnico (social ou de saúde) algum se disporá a colocar em questão a sua ética e honra profissional".

Face à denúncia, as deputadas do CDS Isabel Galriça Neto e Teresa Caeiro já entregaram um requerimento na comissão parlamentar de Saúde, solicitando o agendamento de uma audição aos representantes das UCCI assim como à coordenadora da rede de prestadores na região de Lisboa e Vale do Tejo.