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Marcelo espera que eleições nos Países Baixos permitam manter “linha europeísta” e “não radical”

ANTÓNIO COTRIM/LUSA

“É uma decisão naturalmente do eleitorado daquele país amigo, mas aquilo que nós podemos esperar é que seja um passo em frente no sentido da democracia, da moderação da Europa e da pacificação nas relações internacionais”, acrescentou o chefe de Estado

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, afirmou esta quarta-feira esperar que as eleições nos Países Baixos permitam manter uma “linha europeísta, uma linha de integração na NATO, uma linha moderada, uma linha não radical”.

“É uma decisão naturalmente do eleitorado daquele país amigo, mas aquilo que nós podemos esperar é que seja um passo em frente no sentido da democracia, da moderação da Europa e da pacificação nas relações internacionais”, acrescentou o chefe de Estado, no final de uma visita ao Comando Aéreo, no Parque Florestal do Monsanto, em Lisboa.

Questionado sobre as eleições desta quarta-feira nos Países Baixos, o Presidente da República começou por referir que se trata de um "país amigo, aliado e irmão na União Europeia" e disse também esperar uma "forte participação popular, porque uma das queixas é a falta de ligação entre governados e governantes".

Quanto ao relacionamento diplomático dos Países Baixos e outros Estados-membros da União Europeia com a Turquia, Marcelo Rebelo de Sousa voltou a apelar a "um apaziguamento", considerando que "tem de haver, de parte a parte, bom senso, mas é preciso também obviamente que a Turquia ajude".

"O fundamental é que haja um apaziguamento. Nós sabemos que há um referendo na Turquia, e sabemos que há atos eleitorais em vários países da União Europeia, e nessas fases há sempre uma radicalização própria da campanha eleitoral, mas o futuro da Europa e o futuro do mundo deve estar para além dessas campanhas de referendo ou de eleições", defendeu.