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Aguiar-Branco: nova CPI é para “acabar com o diz-que-disse”

José Carlos Carvalho

A nova comissão parlamentar de inquérito à Caixa Geral de Depósitos tomou posse. Ferro Rodrigues diz que papel do presidente “não é invejável” e Aguiar-Branco respondeu com um apelo à despartidarização dos trabalhos. Primeira reunião é de hoje a uma semana

Foi com os votos de "os melhores trabalhos e as maiores felicidades" que o presidente da Assembleia da República se despediu dos membros da nova comissão de inquérito à Caixa Geral de Depósitos. Ferro Rodrigues assumiu que se "limitou ao essencial", porque "não vou discutir do ponto de vista do interesse do Parlamento". E na verdade, os serviços mínimos, passam por verificar que não há problemas de constitucionalidade ou legalidade e tudo o resto é política.

"O meu dever é fazer o que faço agora: dar posse e desejar as maiores felicidades", disse o presidente da AR. Depois da troca de acusações com o PSD e o CDS sobre a alegada parcialidade de Ferro Rodrigues, é tempo de passar a pasta. A nova comissão parlamentar reforçou o músculo político. A bancada do PSD trocou a coordenação do inquérito dos sociais-democratas de Hugo Soares para Luis Marques Guedes e reforçou o banco de suplentes com Miguel Morgado ou Teresa Morais.

Os restantes partidos mantêm os coordenadores que chefiam a outra comissão de inquérito (João Paulo Correia, do PS, João Almeida, do CDS, Miguel Tiago, do PCP e Moisés Ferreira do Bloco), mas surgem nomes no apoio com maior força política, como António Filipe e Mariana Mortágua.

Os trabalhos arrancam na próxima terça-feira, mas até lá o presidente da comissão deixou avisos à navegação. Aguiar-Branco, que já fez saber que não vai deixar que esta seja apenas a CPI "dos SMS" avisou, esta terça-feira, que este tipo de trabalhos "enobrecem o Parlamento". Para isso pediu "um esforço grande de despartidarização" para clarificar o que se passou na administração da CGD e "acabar com o diz-que-disse".

Ao repto de Ferro Rodrigues, que classificou o trabalho do presidente da comissão como "não invejável", Aguiar- Branco respondeu com a promessa de "solidariedade institucional".

[Texto atualizado às 17h35]