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Passos diz que Governos “não são tidos nem achados” nas transferências para offshores

MANUEL DE ALMEIDA/LUSA

O presidente do PSD sublinhou que não é o Governo que diz à Autoridade Tributária para atuar “desta ou doutra maneira” e salienta que “as transferências que foram feitas não careciam de autorização

O líder social-democrata, Pedro Passos Coelho, sublinhou este sábado em Ourém que os Governos "não são tidos nem achados" nas transferências para offshores e acusa partidos da maioria de fazerem sugestões insidiosas.

"Porque é que os partidos da maioria estão sempre a fazer a sugestão insidiosa de que é o Governo o responsável pelas entidades que transferiram o dinheiro terem decidido fazê-lo, se sabem que os governos não são tidos nem achados nesses processos", questionou Passos Coelho durante um jantar do partido, em Ourém, na apresentação do candidato do PSD à Câmara daquele concelho, o vereador Luís Albuquerque.

O presidente do PSD sublinhou que não é o Governo que diz à Autoridade Tributária para atuar "desta ou doutra maneira" em relação "a este cliente, ou àquela empresa ou àquela transferência". "Não acontece isso com este Governo, como não acontecia com o Governo anterior ou com os outros", vincou.

No entanto, Passos Coelho realçou que o partido que lidera quer saber "o que se passa e, se alguma coisa se passou que tenha responsabilidade na Autoridade Tributária, ou mesmo no Governo, cá estamos para tirar as conclusões".

O líder voltou a realçar que já se sabe que "as transferências que foram feitas não careciam de autorização" e que o dinheiro "saiu [do país] porque quem o tinha queria colocá-lo noutro lado". "Pagou impostos por isso se esse dinheiro devia ser pago ao Estado ou não? Nós queremos saber. Aparentemente não haverá dinheiro a pagar ao Estado", porém, o PSD quer saber, "nem que seja um euro", frisou.

Passos Coelho salientou ainda que, enquanto o país anda "distraído" com "outras conversas, o Governo não diz porque se cresce metade" daquilo que se cresce em Espanha, ou porque Portugal paga mais do dobro de juros do que o país vizinho. Para o líder do PSD, é "lícito concluir" que, se hoje Portugal não está a crescer "tanto e a pagar mais" em juros é porque mudou de Governo, "ao contrário de Espanha".