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Marques Mendes diz que PSD precisa de mudar de estilo e atitude, mas de líder ainda não

O ex-líder dos sociais democratas disse, no seu habitual espaço de comentário na SIC aos domingos à noite, que o PSD tem de ser menos institucional e de se aproximar mais das pessoas

Ana Baptista

Ana Baptista

Jornalista

O ex-líder do PSD, Luís Marques Mendes, considera que o PSD precisa de fazer algumas mudanças no estilo e na atitude. Em causa estão duas sondagens recentes que apontam que o partido apenas teriam 28% e 26% das intenções de voto. "São dos resultados mais baixos e dos piores de sempre do PSD", disse este domingo à noite no seu habitual espaço de comentário na SIC.

E por isso mesmo é que "está na hora de reflectir e mudar algumas coisas. Está muito institucional, que é o contrário do que o país precisa, e está muito reduzido a duas pessoas: Passos Coelho e Maria Luís Albuquerque".

Além disso, considera que o PSD "tem de mudar de discurso financeiro" porque só falam "do défice e da Caixa Geral de Depósitos. Por dim, diz ainda que "devia mudar a atitude de querer que tudo corra mal", e passar a exigir que o Governo faça melhor. Mudar de líder é que ainda é cedo. “A questão não se coloca neste momento", comentou.

Marques Mendes considera que esta mudança de atitude é também importante para que o PSD possa ser uma oposição mais forte e se evitem episódios como o que aconteceu no Parlamento na semana passada em que Passos e Costa proferiram "insultos de parte a parte".

"Achei esse momento inqualificável. Não reflete nada o que se passa no país e isso é mau. O país não está encrispado, está calmo", salientou, lembrando a atitude positiva que o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, tem tido ao longo do seu primeiro ano de mandato.

"Marcelo encontrou o estilo que mais se adequada ao que o país precisa. É coerente porque está a fazer e a cumprir aquilo que disse em campanha e os portugueses apreciam isso", referiu. E "é muito independente, muito genuíno e direto e os portugueses valorizam isso".