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PSD: Candidato a Lisboa só dia 21

Programa Eleitoral está pronto à espera de candidato. O nome, em segredo, está nas mãos de Passos Coelho

Cristina Figueiredo

Cristina Figueiredo

Editora de Política da SIC

Pedro Passos Coelho tem em mãos a escolha do candidato do PSD a Lisboa e o anúncio não deverá ser feito antes de dia 21. Na Comissão Permanente dessa terça-feira, o líder do partido deverá anunciar aos seus vice-presidentes o nome que, se não houver novos sobressaltos, irá ao Conselho Nacional marcado para quinta-feira, 23, para fechar as listas dos candidatos autárquicos.

O líder do PSD é bom a guardar segredos e as teses que correm nos bastidores são contraditórias. Há quem diga que a escolha está feita e há quem garanta que Passos ainda trabalha numa hipótese nunca referida e que, no limite, se esta falhar, a candidata à maior Câmara do país poderá ser Teresa Leal Coelho, vice do partido, vereadora em Lisboa e incondicional amiga de Passos Coelho.

Quanto ao eventual candidato-surpresa, um novo nome surgiu esta semana nas conversas de bastidores: o de Marina Ferreira, militante do PSD, ex-vereadora em Lisboa e atual presidente da Transtejo. Mas ninguém sabe o que vai na cabeça de Passos Coelho, nem sequer José Eduardo Martins, o homem escolhido para escrever o Programa Eleitoral dos “laranjinhas” para a capital, que tem o documento pronto mas faz questão de o entregar em primeira mão ao candidato e, por isso, aguarda instruções do líder.

Globalmente, o partido prepara-se para uma derrota em Lisboa e foca-se, agora, numa preocupação central: evitar que o seu candidato ou candidata fique atrás de Assunção Cristas, a líder e candidata do CDS, coisa que, a acontecer, é antecipada por alguns barões do partido como uma derrota de consequências fatais para Passos. Preparados para perder em grande linha com Fernando Medina, e divididos por um processo em que concelhia e distrital não conseguiram entender-se em torno de um eventual apoio a Cristas e que acabou por opor a concelhia (que desafiou Passos a avançar) ao próprio líder nacional, os sociais-democratas não admitem perder para o CDS. “Se o candidato do PSD ficar atrás de Assunção, Passos escusa sequer de ir a votos no próximo congresso”, admite-se à boca pequena.

Perante o interminável jogo de nomes que foram sendo queimados pelo caminho, começando em Pedro Santana Lopes, passando por José Eduardo Moniz, Carlos Barbosa, Teresa Leal Coelho e Teresa Morais e acabando agora com rumores sobre Marisa Ferreira, resta uma expectativa nervosa sobre o que está para vir. Enquanto se projetam os efeitos dos resultados em Lisboa e Porto (onde o PSD só não ficará em terceiro lugar porque as listas concorrentes são apenas quatro e PCP e BE têm uma expressão eleitoral na Invicta que dá algum conforto aos sociais-democratas) começa-se já a pensar no congresso do partido que se seguirá às autárquicas e onde os apoiantes de Rui Rio esperam vê-lo a defrontar a atual liderança.