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Offshores: Jerónimo de Sousa recusa condenar já Paulo Núncio e pede mais investigação

ANTÓNIO PEDRO SANTOS/LUSA

O líder do PCP fez estas declarações a propósito da notícia do Observador segundo a qual o ex-secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, Paulo Núncio, foi advogado durante três anos da empresa responsável por uma das maiores fatias de dinheiro transferidas para as offshores

O secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, recusou "fazer a condenação" do ex-secretário de Estado Paulo Núncio relativamente às transferências para offshores, "sem primeiro assistir à investigação e ao julgamento necessário".

"Creio que a melhor resposta é de facto continuar a averiguação, aprofundar o esclarecimento, seja em relação ao ex-secretário de Estado, seja em relação a todo um processo que prejudicou naturalmente o nosso país", declarou Jerónimo de Sousa aos jornalistas, este sábado, à margem de uma manifestação do Movimento Democrático de Mulheres, na baixa de Lisboa.

Jerónimo de Sousa fez estas declarações a propósito da notícia do Observador segundo a qual o anterior secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, Paulo Núncio, foi advogado durante três anos da petrolífera estatal venezuelana PDVSA, responsável pela maior parte das transferências, via Banco Espírito Santo (BES), para offshores, neste caso para o Panamá.

Nesse sentido, acrescentou ainda que "com toda a prudência que resulta de uma qualquer notícia (...) é evidente que é preciso essa confirmação". "Como digo, não queria fazer a condenação sem primeiro assistir à investigação e ao julgamento necessário", reforçou.

No entanto, o líder do PCP acrescentou que "nesse processo das 'offshore' há sempre um dedo dos escritórios de advogados que têm por missão facilitar essas operações".