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Política

CGD: prejuízos e imparidades recorde

José Caria

Caixa regista prejuízo histórico de €1860 milhões e imparidades de €3000 milhões

O presidente do conselho de administração da Caixa, Rui Vilar, abriu as hostes na conferência de apresentação dos resultados do banco referindo que o plano de recapitalização foi aprovado por Bruxelas e que apesar dos resultados negativos históricos “o importante é olhar para o futuro. Temos um novo modelo de governo que corresponde às exigências do BCE”. Aproveitou para dizer também que vão ser preenchidos a curto prazo os titulares dos órgãos sociais que faltam. Concluindo que “vamos iniciar de maneira mais consistente o plano de reestruturação”.

Recursos e crédito a cair

Os recursos de clientes na Caixa desceram 5,1 por cento e o crédito concedido recuou 4,4 por cento.

Com um resultado negativo de €1859 milhões no exercício de 2026, a margem financeira da Caixa aumentou 5,5 por cento de 2015 para 2016, embora o produto bancário tenha decrescido 22,6 por cento, influenciado pela redução dos resultados em operações financeiras que atingiram os €79,5 milhões e pela quebra de €189 milhões em outros resultados de exploração. Os custos operativos caíram 9,1 por cento.

Os racios de capital tire 1 e Total phased-in da CGD deverão atingir 13 por cento e 14,1 por cento, respetivamente, após a conclusão do plano de recapitalização no valor de €2,5 mil milhões já aprovado pela Comissão Europeia. Antes da entrada de dinheiro fresco, a Caixa tem um racio tier1 de 7 por cento e um rácio Total (phased-in) de 8,1 por cento.