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Política

CDS garante oposição ao “processo de partidarização” do Banco de Portugal

ANDRÉ KOSTERS / LUSA

Os centristas prometem oposição “firme” aquilo que apelidam de “processo de partidarização” do Banco de Portugal e sublinham que o CDS tem sido crítico da supervisão, não só com o atual governador

O CDS-PP recusou esta quinta-feira o que apelidou de "processo de partidarização em curso" no Banco de Portugal, e o seu "folhetim de nomeações", assim como um regresso à supervisão bancária do PS e de Vítor Constâncio.

"O Governo e os partidos que o apoiam têm tentado transformar aquilo que deve ser uma discussão de soluções numa mera controvérsia de nomes. Depois da novela das nomeações para a Caixa Geral de Depósitos, começamos agora a assistir ao folhetim das nomeações para o Banco de Portugal", defendeu a vice-presidente do CDS e deputada Cecília Meireles.

Na abertura de uma interpelação ao Governo sobre supervisão bancária, e na presença do ministro das Finanças, Cecília Meireles declarou: "Aquilo a que assistimos nos últimos dias, e que já parece mais um processo de partidarização em curso do Banco de Portugal contará, da parte do CDS, com uma oposição firme e resoluta".

A dirigente e deputada bloquista atacou o PS e quis colar o BE aos socialistas nesta matéria, insistindo na ideia de que o CDS tem sido crítico da supervisão ao longo dos anos, e não só com o atual governador, Carlos Costa.

Contudo, acrescentou, o CDS vê "muito bem a diferença entre o que se passou com o BES, e o tempo em que o Banco de Portugal pura e simplesmente não atuava, não via e não agia, tendo passado completamente ao lado de todos os problemas do BPN".

"Não aceitaremos jamais um regresso ao passado – ao passado da supervisão de Vítor Constâncio", afirmou, argumentando que essa é a supervisão que existiu "pela mão do PS, e a que o BE parece querer hoje emprestar o braço, através da nomeação do seu antigo presidente, Francisco Louçã".

Cecília Meireles referiu-se, assim, à recente nomeação do antigo coordenador do BE Francisco Louçã para o Conselho Consultivo do Banco de Portugal.