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Política

A coabitação com Marcelo vista pela geringonça

Helena Pereira

Helena Pereira

Editora de Política

“Desde que 
a constância interventiva não 
seja motivo de conturbação, 
só vejo vantagens”

Carlos César, presidente do PS

“O Presidente da República tem adotado uma agenda muito própria de diálogo com os partidos e demais organizações e de proximidade com as pessoas e uma intensidade menos habitual no acompanhamento das questões do dia a dia que relevam no país.

No primeiro caso só encontro ganhos para a humanização da instituição presidencial que tão prejudicada foi nessa dimensão pelo seu antecessor.

No segundo, desde que essa constância interventiva se compatibilize com o respeito pelas competências dos outros órgãos de poder político e que não seja um motivo de conturbação, só vejo vantagens.

É bom ter um PR que puxa Portugal para cima, que não se envolve em intrigas institucionais e que deseja verdadeiramente que, qualquer que seja o governo em funções, este tenha condições de exercício, estabilidade e sucesso.”

“Tem utilizado a sua influência para iniciativas em contradição com as posições conjuntas” de esquerda”

Catarina Martins, coordenadora do BE

“O atual Presidente da República soube interpretar o contexto social e político e, ao contrário do seu antecessor, reconheceu a legitimidade da maioria parlamentar e a solidez da solução política pela recuperação de rendimentos.

Simultaneamente, tem utilizado a sua influência para iniciativas em contradição com as posições conjuntas que deram origem à atual maioria parlamentar. Foi o caso da promoção de decisões que só a direita poderia viabilizar e o suporte a uma concertação social regressiva que ambiciona paralisar a recuperação de direitos e rendimentos.”

“A ação do Presidente não pode ser confundida com apoio a soluções de Governo”

Jerónimo de Sousa, secretário-geral do PCP

“A ação do Presidente da República no exercício do seu mandato e o dever que lhe incumbe de respeito pela separação de poderes e de garantia do regular funcionamento das instituições não pode ser confundido com apoio a soluções de Governo.”